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Editoria: Aventuras e Expedições
Quinta-feira, 4 jun 2009 - 07h02

Submarino-robô chega ao ponto mais profundo do oceano

O submarino-robô denominado Nereus desenvolvido por pesquisadores americanos, atingiu a região mais profunda do oceano a 11 mil metros do nível do mar.

A manobra foi realizada no último domingo (31) na região chamada de Challenger Deep, na Fossa das Marianas, no oceano Pacífico. O local fica entre a costa do Japão, das Filipinas e da Indonésia e é considerado o maior abismo da Terra.

A região é tão profunda que equivale a 2 quilômetros a mais da altura do Monte Everest, o ponto mais alto da Terra com 8.850 metros de altura.

O submarino não tripulado mergulhou a 10.902 metros de profundidade, onde a pressão chega a ser mil vezes maior que a do nível do mar.


Nereus
A embarcação é operada à distância por pilotos a bordo de um navio através de cabos de fibra óptica, permitindo a manobra do submarino em grandes profundidades. Se for preciso, ele também pode ser colocado no piloto automático e vagar no oceano sem a interferência humana.

"Com um robô como este, nós agora podemos virtualmente explorar qualquer parte do oceano", comemorou Andy Bowen, diretor do projeto e pesquisador do Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI).

Atualmente, os aparelhos mais aptos a explorarem grandes profundidades chegam a 6.5 quilômetros, o que permite aos cientistas conhecerem 95% dos oceanos. Com o submarino-robô essa porcentagem pode chegar a 100%.


Challenge Deep
Até hoje só duas embarcações atingiram o Challenge Deep (Desafio Profundo) e por isso a região é considerada praticamente inexplorada. Em 1960, Jacques Piccard e Don Walsh fizeram a primeira e única viagem tripulada ao local, a bordo do suíço Trieste. Nesta ocasião foi registrada a profundidade de 10.916 metros.

Em 1995, o submarino-robô japonês Kaiko foi o primeiro veículo não tripulado a visitar o local. Kaiko realizou mais outras duas expedições ao abismo em 1998 e 2003, quando se perdeu no mar.


Foto: No topo, concepção artística mostra o Nereus em operação. Acima, diagrama explica as partes componentes do submarino. Crédito: Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI).


       




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