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O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) que é responsável pelo monitoramento do sistema Solimões/Negro/Amazonas em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) acompanha a evolução das cheias e vazantes na Amazônica Ocidental. Segundo o órgão, não se via uma situação assim desde 1902, ano em que começaram as medições.
Segundo último levantamento da Defesa Civil do Estado, a seca atinge mais de 62 mil famílias em todo o Estado do Amazonas e 40 municípios decretaram situação de emergência. Com afluentes e rios completamente secos, algumas comunidades estão totalmente isoladas. Das cinquenta escolas ribeirinhas de Manaus, metade teve as aulas suspensas no segunda quinzena de outubro por falta de condições de transporte.

A diminuição das águas dos grandes rios que cortam o Amazonas já preocupava desde o começo de outubro, quando a medição do Rio Solimões, em Tabatinga, foi a mais baixa desde 2005.
Os Institutos de Meteorologia ressaltam que estamos em ano de La Ninã, e portanto, a chuva abundante pode demorar mais para chegar. Normalmente, a chuva no Amazonas volta ser mais frequente no fim de novembro e durante o mês de dezembro. Nos últimos dias, o nível do Rio Negro subiu um pouco na medição no porto de Manaus, mas ainda está longe de uma recuperação.
Fotos: No topo, a comparação da maior cheia do Rio Negro registrada no porto de Manaus em 2 de julho de 2009 e da maior vazante da história registrada em 24 de outubro deste ano. Na sequência, gráfico mostra as maiores vazantes do Rio Negro em Manaus, com destaque para os anos de 1997 e 2010. Crédito: Serviço Geológico do Brasil (CPRM).



