
As fortes chuvas que atingiram um acumulado sem precedentes, superior a 600 milímetros, transbordaram os dois lagos artificiais, Alajuela e Gatún, que abastecem canal fazendo com que a rota de navegação ficasse suspensa.
Para analistas do clima, as chuvas foram resultado de uma área de baixa pressão atmosférica persistente ao longo da Zona de Convergência Intertropical atuante na região. Os ventos do Hemisfério Norte e Sul se encontraram e foram combustíveis para a formação das tempestades.
O mapa divulgado pela agência espacial americana (Nasa), indica o índice pluviométrico no período de 6 a 12 de dezembro de 2010. As chuvas mais pesadas estão representadas pelo azul escuro e o acumulado passa de 600 milímetros na fronteira do Panamá com a Colômbia. O acumulado mais leve é de 75 milímetros e aparece em verde claro.

Chama atenção outra área ao longo da costa do Pacífico na Colômbia. Muita chuva também ocorreu na região acumulando 450 milímetros no mesmo período. O saldo desta semana intensa de chuva no Panamá foi de 2.500 casas danificadas e 10 mortos.
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Arte: O mapa indica o índice pluviométrico no período de 6 a 12 de dezembro na fronteira do Panamá com a Colômbia. A grande precipitação levou o fechamento do Canal do Panamá por 17 horas. Os dados de precipitação da Nasa foram baseados na combinação de medições de vários satélites e produzidos pela agência no Goddard Space Flight Center. Na sequência, uma das eclusas do Canal do Panamá. Crédito: NASA/Wikipedia/Apolo11.com.



