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Editoria: Curiosidades e Conhecimento
Sexta-feira, 27 jan 2017 - 09h10

Relógio do Juízo Final é adiantado e está mais perto da meia-noite

Um grupo internacional de cientistas adiantou em 30 segundos os ponteiros do Relógio do Juízo Final, um instrumento simbólico que marca quantos minutos restam para a aniquilação da humanidade. Agora, o relógio está a apenas dois minutos e meio da zero hora.

Stephen Hawking
O físico britânico Stephen Hawking é um dos membros da comissão do Relógio

O novo incremento do ponteiro marca um momento histórico que não acontecia desde 1953, quando o instrumento marcou apenas dois minutos do fim de tudo. Na ocasião, os EUA persistiam no desenvolvimento da bomba de hidrogênio e em novembro de 1952 testaram seu primeiro dispositivo termonuclear, chamado de "Salsicha".


O que é o Relógio do Juízo Final
Também chamado de Pêndulo do Apocalipse, o Relógio do Juízo Final foi criado na década de 1940 pelo grupo de cientistas que ajudou no desenvolvimento e construção da primeira bomba atômica, entre eles Enrico Fermi, Leo Szilard, Robert Oppenheimer e Albert Einstein.

Esta é a sexta vez, desde o final da Guerra Fria, nos anos de 1980, que o Relógio é adiantado, passando de 23h55m00s para 23h57m30s.

Por que adiantou?
O motivo do adiantamento do Relógio são o agravamento dos números relativos ao Aquecimento Global, avanço nas áreas de cibertecnologia, especialmente a Inteligência Artificial, riscos nucleares vindos da Coreia do Norte e a ascensão de Donald Trump à presidência dos EUA.


Relogio do Juizo Final
Anúncio do incremento de 30 segundos no tempo do Relógio do Juízo Final. Em 2017, o relógio marcava 02m30s para o final.

Em 2007, quando o relógio foi adiantado em dois minutos, a maior ameaça era representada pelo Aquecimento Global. Na ocasião, o físico Stephen Hawking, membro do Conselho, alertava que a mudança climática era uma ameaça maior até que o terrorismo e a guerra nuclear.


Como se move o Relógio?
Os ponteiros do Relógio do Juízo Final são movimentados por um painel composto por 14 cientistas – especialistas em energia nuclear, desarmamento, armas ou alterações climáticas – e é atualmente comandado por Lynn Eden, Investigadora no Centro para Cooperação e Segurança Internacional, da Universidade de Stanford, EUA.

Entre os cientistas que compõe a mesa estão também Freeman Dyson, Brian Greene, Stephen Hawking e Martin Rees.

Além da diretoria que comanda o relógio há também 15 cientistas laureados com o Premio Nobel, como Steven Weinberg, Nobel da Física de 1979, que auxiliam a análise pela qual passa o planeta. O objetivo das reuniões é calcular se a humanidade está mais próxima ou mais longe de se autodestruir.


Perto do Apocalipse
Depois do anúncio, feito ao vivo desde Washington, o professor de física na Universidade do Arizona, Lawrence Krauss, salientou a importância histórica do momento, já que desde 1953 o relógio não se aproximava tanto do “apocalipse”.

“Em 2016, os líderes mundiais não só falharam na negociação adequada dos perigos, como o risco de uma guerra nuclear aumentou consideravelmente”, disse o Krauss.






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