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FURACÃO CATARINA: CICLONE OU FURACAO EXTRATROPICAL

29/mar/2004 - 12h56 - Cientistas americanos, especializados em análise e previsão de fenômenos severos não tem mais dúvidas e afirmam que o ciclone extratropical Catarina, que atingiu a Região Sul do país era de fato um furacão categoria 1, na escala Saffir-Simpson, que mede a intensidade dos ventos dos furacões. Isso faz de Catarina o primeiro furacão extratropical conhecido e também o primeiro a atingir o Brasil.

29/mar/2004 - 07h20 - O ciclone extratropical Catarina, que atingiu a região sul do país neste domingo, o fez com a intensidade de um furacão. Segundo autoridades locais, sua passagem deixou pelo menos 3 mortos e 100 mil casas destruídas.

A cidade de Torres está em estado de emergência. A população faz filas para receber telhas, distribuidas pela Defesa Civil. Mais de 20 mil casas foram destruidas.

As imagens mostradas na televisão impressionam até especialistas. Segundo cientistas do Centro Nacional de Furacões (NHC) em Miami, pelas imagens exibidas Catarina deve ter atingido a costa com ventos de 170 km/h. Moradores do local, muito assustados, afirmavam que o que viram não vão esquecer tão cedo.

Segundo a GloboNews, a Defesa Civil de Torres havia proposto a evacuação da cidade, mas o ministro Ciro Gomes, da Integração Nacional, não autorizou, dizendo que os ventos seriam mais fracos que o previsto. Não foram.

HISTÓRICO

Ciclone Catarina se dissipa e deixa rastro de destruição
28-mar-2004 - 23h15 O Ciclone extratropical Catarina, que atingiu a região sul do país neste domingo já está dissipado.
Durante sua passagem, Catarina matou duas pessoas e danificou mais de 30 mil casas.

Ao longo da madrugada, ventos de até 150 km/h atingiram a divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, desde Laguna, SC até Torres, RS. Quarenta municípios catarinenses foram atingidos. Os mais castigados são Maracajá, Turvo, Meleiro, Araranguá, Arroio do Silva, Sombrio, Imbé do Sul e Ermo. O ciclone também passou pelo município de São Joaquim, na região do planalto serrano, onde causou problemas.

A cidade catarinense de Criciúma foi uma das mais atingidas. Conforme informações do JB Online, cerca de 1.2 mil pessoas ficaram desalojadas. A Defesa Civil está com dificuldade para abrigá-las. Mais de 100 casas foram destelhadas e 20 caíram. Em toda a região 20 mil residências foram atingidas. A rede elétrica teve 250 transformadores destruídos e mil postes derrubados pela ventania. A energia está sendo restabelecida aos poucos.


Catarina causa 2 mortes e muitos estragos
28-mar-2004 - 09h15 O ciclone extratropical Catarina começou a perder forças, mas causou grandes estragos em Santa Catarina, onde duas pessoas morreram e várias ficaram desabrigadas no Estado. Sete pescadores estão desaparecidos.

Segundo informou a Defesa Civil, em Torres, no RS, uma criança morreu devido ao desabamento de uma casa. Na BR 101 o ciclone causou a morte de um homem que estava dentro de um carro quando foi atingido por uma árvore.

A BR 101 está interditada entre Sombrio e Criciúma. A situação é crítica entre Araranguá e Criciúma. A Defesa Civil pede para que os motoristas evitem utilizar a estrada.

Quatro barcos, com cerca de sete tripulantes cada estão à deriva de 5 a 10 km da costa de Arroio do Sal. A Defesa Civil do estado de SC confirmou que um deles virou.

Segundo a Globo News, 200 casas estão destelhadas ou completamente destruídas em Araranguá, SC. Os municípios mais atingidos são Arroio do Silva Araranguá e Sombrio.

Segundo a Epagri/Climerh, Catarina começa a perder forças, mas alertam que ainda deve causar ventos fortes e chuvas em todo o litoral e planalto sul catarinenses e também no nordeste do Rio Grande do Sul.

O ciclone que se formou na altura da costa sul brasileira atingiu na magrugada de hoje o sul de Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul. De acordo com informações da Globonews, ao longo da madrugada ventos de até 150 km/h atingiram a divisa de SC e RS, desde Laguna (SC) até Torres (RS).

O ciclone extratropical 1-T Alfa, chamado de "Catarina", é classificado pelo NHC (Centro Nacional de Furacões, EUA) como um furacão categoria 1 (com ventos entre 120 e 150 km/h), mas a classificação mudou devido à temperatura no centro da tormenta. As ondas provocadas por Catarina atingiram picos de até cinco metros de altura em alto-mar.

Conforme noticiou a RBS-TV, ventos com até 90 km/h atingiram a região do Cabo de Santa Marta no início da noite do sábado. Nas praias do sul, o ventos atingiram velocidade máxima de 50 km/h com rajadas de até 75 km/h, com ondas de até 3 metros de altura.

Catarina deve perder gradualmente intensidade durante as próximas horas, mas é necessário constante acompanhamento devido ao potencial de mudanças e principalmente por se tratar de primeira ocorrência desse fenômeno no Atlântico Sul.


Ciclone extratropical Catarina deve atingir o sul do Brasil com força de furacão
27-mar-2004 - 18h00 - A tempestade extratropical 1-T-Alfa, agora batizada de Catarina por cientistas catarinenses, encontra-se neste momento a 240 km do litoral de Torres, no estado de Santa Catarina e deve atingir a costa nas próximas horas.

Segundo o Centro Nacional de Furacões em Miami, NHC , a tempestade é considerada um furacão de categoria 1 na escala Saffir-Simpson, que mede a velocidade dos ventos dos furacõe e vai de 1 a 5.

Às 17h29 a tempestade produzia ventos sustentados de 150 km/h com rajadas atingindo até 178 km/h. A pressão barométrica no olho da tormenta foi estimada pelo NHC em 980 milibares.


Classificação de Catarina divide cientistas
Classificar Catarina de furacão ou tempestade extratropical pode ser praticamente impossível. “Estamos ainda debatendo se é ou não um furacão, mas de acordo com nossas estimativas, com certeza é”, disse Wally Barnes, meteorologista do Instituto Nacional de Furacões dos Estados Unidos, com sede em Miami.


Formação é inédita
O aparente furacão categoria 1 se formou a cerca de 442 km da costa sul do Brasil, surpreendendo meteorologistas – que nunca viram a ocorrência de tal fenômeno na região. Imagens de satélite mostram uma grande espiral, aproximadamente do tamanho do Uruguai perto do litoral de Santa Catarina.

“A característica, pela foto de satélite, é de um furacão porque tem um olho bem definido, a circulação é circular e está totalmente desprendido da frente fria”, disse a meteorologista Odete Marlene Chiesa, do Instituto Nacional de Meteorologia, em Brasília.

“Se nós formos definir esse sitema de acordo com a temperatura do mar, ele não poderia estar se formando, principalmente porque já estamos do outono. Então, não seria um furacão. Dependendo do ponto de vista de análise, vamos classificar como furacão ou como ciclone extratropical, mas no momento não temos uma definição final”, completou.

Tanto Chiesa quanto Barnes confirmaram o espanto com a descoberta da tempestade que, caso seja declarada de fato um furacão, representará um fato inédito no Atlântico Sul desde que o monitoramento climático por satélite começou nos anos de 1960.

“Temos uma divergência total de estimativas sobre o fenômeno porque é uma coisa que nunca vimos antes. É totalmente histórico nesse sentido. Os brasileiros nunca tiveram essa experiência”, disse Barnes.




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