Finalmente a Lua!

É 19 de julho de 1969. Após 75 horas e meia de viagem e quatro dias no espaço, a missão Apollo 11 entra em sua fase decisiva. Desde que passou a ser atraída pela gravidade lunar, a nave aumentou tremendamente sua velocidade e agora se desloca a 8.300 km/h e sua altitude da superfície é de apenas 520 km. À medida que o tempo passa a Lua se torna cada vez maior.


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Da mesma forma que acontece na Terra, para que um satélite entre em órbita é preciso manter o ponto de equilíbrio entre a atração gravitacional e força centrífuga, caso contrário o satélite cairá na superfície puxado pela gravidade. Para manter a Apollo 11 a 112 quilômetros de altitude sua velocidade orbital precisa ser de 5.800 km/h, mas como a nave está muito mais rápida que isso será necessário reduzir fortemente sua velocidade para que entre na órbita lunar.

Para frear a Apollo 11, os astronautas realizam a primeira manobra nas imediações da Lua e corrigem a posição da nave de modo que o tubo de escape do Módulo de Serviço seja apontado para a frente da trajetória, invertendo a linha de empuxo. Ajustada a posição, a ignição do motor ocorre após 75 horas e 49 minutos e durante seis minutos o poderoso jato reduz a velocidade da Apollo 11 de 8300 km/h para 3.200 km/h, posicionando a nave em uma órbita elíptica de112 x 314 km. Quatro horas depois uma nova manobra corrige o achatamento da órbita e confere ao conjunto a órbita circular definitiva de 112 quilômetros de altitude.


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A Apollo 11 está agora em órbita e pela primeira vez desde que partiram há quatro dias, os astronautas vislumbram a Lua. Se antes a posição em que viajavam não permitia ver plenamente nosso satélite, agora toda a plenitude da paisagem despontava ante seus olhos. A cratera Aristarcus, iluminada pelo brilho da Terra, hipnotizava. Atento a cada detalhe, Buzz Aldrin não parava de descrever a superfície, dando detalhes da geografia do local.

Nas trinta órbitas seguintes a tripulação sobrevoa por diversas vezes a região do sul do Mar da Tranquilidade, a 20 quilômetros a oeste da cratera Sabine D. O local havia sido escolhido para o pouso por ser relativamente plano e ter sido previamente testado pelas sondas automáticas Ranger 8, Surveyor 5 e Lunar Orbiter alguns anos antes.

As emoções aumentavam a cada segundo e os últimos preparativos estavam sendo tomados. Na Terra, os olhos de mais de 1 bilhão de pessoas não desgrudavam dos televisores e em poucas horas o mundo testemunharia um dos mais importantes eventos do século 20.


Foto: No topo, foto da Terra vista da órbita lunar através da janela de Neil Armstrong. Acima, a visão de Neil durante a primeira órbita ao redor da Lua. A cratera em destaque, no canto inferior direito é Maskeline, de 24 km de diâmetro. Crédito: Nasa.
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