Apesar da chegada da Águia na superfície lunar ter sido marcada por uma série de contratempos, como o pouso em local afastado e o combustível praticamente esgotado, até aquele momento a missão da Apollo 11 era um sucesso absoluto. Em órbita, Michael Collins confirmou ao centro de controle que também ouviu a retransmissão do momento do pouso. "Foi fantástico", disse Collins.

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Não havia muito tempo, mas a emoção de estar na Lua não impedia Buzz Aldrin de descrever alguns detalhes que via da superfície. "Me parece que as rochas têm uma grande variedade de formas, ângulos e granulações. Não dá para identificar bem as cores, depende um pouco do ângulo do Sol, mas ao que parece não aparenta que tenham muitas cores", disse o piloto.

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Armstrong, por sua vez, não parava de tecer comentários sobre o excelente trabalho realizado pelos controladores e disse que a baixa gravidade da Lua não parecia incomodar. Para ele, os movimentos eram perfeitamente naturais. De sua janela a paisagem era relativamente plana, preenchida com crateras entre 1 e 10 metros de diâmetro. "Vemos alguns blocos angulares a várias centenas de metros à nossa frente. Eles devem ter mais ou menos uns 60 centímetros. Tem também uma colina, difícil de estimar, mas deve ter entre 1 e 2 km de comprimento", explicou Armstrong.

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O comandante também descreveu que não conseguia ver estrelas no plano do terreno, apenas da escotilha superior. "Estou vendo a Terra. Ela é enorme e muito brilhante. Ela é maravilhosa!", exclamou.
Após a emoção da chegada, Armstrong e Aldrin devotaram um tempo considerável na checagem dos equipamentos, em especial ao sistema de suporte à vida, composto principalmente do ar condicionado e do suprimento de oxigênio. Além disso, forneceram ao centro de controle diversos dados geográficos sobre a posição em que a nave pousou, permitindo aos controladores refazer os cálculos de posição, cruciais para o retorno dos astronautas à Terra.