Um Gigantesco passo para a Humanidade

Quatro horas após o pouso, Armstrong e Aldrin dão início ao momento mais importante de toda a missão: o desembarque na Lua. Instantes antes, técnicos e engenheiros avaliaram as condições do ambiente externo e do Módulo Lunar e constataram que mesmo ligeiramente inclinado, a abertura da escotilha não representava risco de morte aos astronautas.

Os ponteiros marcam 23h39. Após equalizar a pressão interna do Módulo Lunar com a pressão do ambiente externo, Armstrong comunica ao centro de controle que vai abrir a escotilha. Quando a primeira fresta se rompe, um violento desequilíbrio de pressão faz com que diversos fragmentos que estão no interior da nave sejam sugados para fora, em direção à Lua.


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Os batimentos cardíacos voltam a subir. No centro de controles as imagens captadas não são das melhores e o capcom pede a Aldrin que faça um novo apontamento da antena de alto ganho que envia os sinais para a Terra. Alguns instantes depois as imagens geradas já estão em milhões de televisores ao redor do mundo. No rodapé, os caracteres em branco não deixam dúvidas: "Direto da Superfície da Lua".

Armstrong se posiciona de frente para o Módulo Lunar e é o primeiro a sair da cápsula. A tarefa é repleta de cuidados, com Aldrin guiando todos os passos do companheiro.

- Você não está muito longe. Vire para a direita... Mais um pouco
- Ok, está ok.
- Tem muito espaço para a esquerda. A escada é um pouco estreita...
- Como estou indo?
- Você está indo bem.

Cercada de cuidados, a descida dura exatos 17 minutos e restando apenas um degrau para o grande momento, Armstrong ainda descreve o que vê: "Estou no pé da escada. As pernas do Módulo Lunar afundaram apenas uma ou duas polegadas e a superfície parece ser muito fina". Em seguida retira lentamente o pé direito do degrau e toca o solo lunar.

Segundos depois, ciente do momento histórico e avisado de que mais de 1 bilhão de pessoas acompanhava as transmissões, Neil Armstrong proclama a mais célebre frase do Século 20: "Este é um pequeno passo para o Homem; um salto gigantesco para a Humanidade". Eram 23:56 do dia 20 de julho de 1969.


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É difícil descrever a sensação que tomou conta do planeta. Se em Cabo Kennedy os responsáveis pela missão se cumprimentavam, alguns até chorando, em outras partes do mundo não era diferente. Mesmo quem não estava assistindo as transmissões tomavam conhecimento do fato alguns instantes depois. Era a primeira vez que uma conquista dessa envergadura podia ser acompanhada ao vivo e os sinais da emoção eram nítidos em cada ser humano.

Já na superfície, Armstrong confirma que a areia abaixo de seus pés era fina como o talco e que era muito fácil ver as marcas deixadas pelas botas. Depois de arriscar alguns passos mais distantes constata que movimentação é natural e que a areia podia ser chutada para longe. Sem perder tempo, Aldrin retira do interior da cápsula a câmera de 16 milímetros e a instala no suporte externo do Módulo Lunar, fotografando diversos detalhes da superfície.

O que se vê é uma paisagem monótona, entrecortada por crateras. Do local de pouso as montanhas lunares não são visíveis, mas a curvatura do horizonte é tão pronunciada que parece que está a poucos quilômetros dali. O céu é negro. Pendurada no firmamento a Terra é extremamente grande e azulada, quatro vezes maior que a Lua no céu e oitenta vezes mais brilhante. O movimento de rotação é perfeitamente observável.


Fotos: As fotos dispensam descrição e correram o mundo em 20 de julho de 1969. A primeira mostra Neil Armstrong descendo a escada do Módulo Lunar e a segunda foi feita pelo próprio astronauta ao pisar na Lua. Crédito: Nasa.
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"Se tivéssemos de aturar dos outros tanto quanto nos permitimos a nós mesmos, a vida seria insuportável" - Georges Couteline