
Segundo os cientistas da Nasa, a imagem captada pelo observatório espacial demonstra que a câmera está trabalhando perfeitamente e que a performance dos sistemas de gerenciamento de dados não foi afetada.
Na cena captada pela WFPC2, a galáxia mais à esquerda apresenta menor perturbação e maior estabilidade e aparece rodeada de um suave anel luminoso. A galáxia da direita, por sua vez, apresenta um aglomerado azulado de estrelas ainda em formação.
A composição foi captada separadamente através de três filtros primários - Vermelho, verde e azul - que registraram além da luz visível, o comprimento de onda infravermelho. As imagens separadas foram então combinadas para formar a cena com grande quantidade de detalhes. Devido ao ângulo de observação, os pesquisadores da Nasa compararam a dupla de objetos a um número "10".
Onda de Choque
Segundo os cientistas, o anel azul da galáxia "0" (da direita) se formou após a passagem da galáxia "1" pelo seu interior. A passagem gerou uma onda circular de alta densidade que se propagou em direção à borda da galáxia anfitriã, a partir do ponto de impacto. Ainda de acordo com os pesquisadores, as estrelas passaram a se formar à medida que a onda de choque colidiu com o material que caía em direção ao centro.
A mancha vermelha vista à esquerda e abaixo do anel azulado provavelmente seria a localização original do núcleo da galáxia atingida.
O par de objetos captados pelo Hubble se localiza na constelação de Cetus e de acordo com Atlas Arp de Galáxias Peculiares, se localiza a 400 milhões de anos-luz da Terra.
Foto: Par de galáxias ARP 147, registrado em 30 de outubro de 2008 pelo telescópio Espacial Hubble. Clique para ampliar. Crédito: NASA/ESA.



