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Editoria: Fenômenos Naturais - Vulcões
Quinta-feira, 25 jun 2009 - 09h34

Estação Espacial sobrevoa vulcão no momento da erupção

Imagine sobrevoar uma região qualquer e de repente ser surpreendido por uma gigantesca erupção vulcânica. Sem dúvida seria muito azar dos ocupantes da aeronave, mas no caso dos tripulantes da Estação Espacial Internacional foi uma grande sorte. No último dia 12 de junho a nave passou exatamente sobre a erupção do pico Sarychev e permitiu uma das mais belas fotos feitas a partir do complexo espacial.

A passagem da ISS (Estação Espacial Internacional) sobre o vulcão foi de fato um grande golpe de sorte. A última vez que a montanha havia provocado uma erupção explosiva foi em 1989, com outros eventos registrados em 1986, 1976, 1954 e 1946. A erupção provocou o fechamento do espaço aéreo em um raio de 500 quilômetros em torno da montanha e suas cinzas foram detectadas há mais de 2 mil quilômetros de distância.

Sarychev é um dos mais ativos vulcões do arquipélago das Curilas, um grupo de ilhas formadas entre o nordeste do Japão e a Rússia.

A cena registrada é de grande valia para os vulcanólogos e retrata os estágios iniciais de uma erupção vulcânica de grande porte. A coluna de cinzas é apenas uma das diversas que se ergueram sobre a ilha de Ostrov Matua naquele dia. A clareira circular ao redor das nuvens pode ter sido provocada pela onda de choque da explosão e à medida que a pluma se ergue o ar ao seu redor flui para baixo, se aquecendo e expandindo.

O cogumelo branco visto no topo da nuvem de cinzas é provavelmente causado pela condensação resultante da rápida elevação e resfriamento das massas de ar acima da coluna de cinzas. Essa nuvem, chamada pelos meteorologistas de "pileus", é um evento transitório e no momento da foto a nuvem ja aparenta estar sendo perfurada pela coluna de cinzas. A cena também indica que naquele instante quase nenhum vento cruzado agia sobre o local.

Além das nuvens e pluma vulcânica, a imagem também retrata uma grande quantidade de fluxo piroclástico descendo pelo flanco leste da montanha.


Foto: O registro foi feito pela tripulação 20 da ISS, através de câmera fotográfica digital equipada com lente de 400 milímetros. Clique sobre a foto para ampliar. Crédito: Nasa/ Crew Earth Observations experiment and Image Science & Analysis Laboratory/Johnson Space Center.






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