Ainda, segundo Carlos Nobre, as cidades deverão se adaptar à nova realidade climática, coisa que até o momento, não aconteceu...
Entenda-se mudanças climáticas, não somente globais, mas também regionais, tais como o aquecimento local urbano, com suas ilhas de calor e canyons urbanos, que correspondem à cavidade de ar acima das ruas, limitados lateralmente pelas paredes das edificações. A parte superior da cavidade dos canyons urbanos é aberta para o céu permitindo apenas a entrada e saída limitada da radiação solar durante o dia e a saída limitada da radiação infravermelha (calor) ao longo de todo o dia.
O aumento de temperatura nas cidades provoca uma redução da umidade relativa do ar. Isto se explica pelo aumento da pressão de vapor saturado, haja vista que, para maiores temperaturas o ponto de saturação é mais alto, diminuindo assim a umidade relativa.
Na verdade, a potencialização das chuvas é um ciclo vicioso: o elevado grau de urbanização das cidades favorece isto, bem como, suas arquiteturas provocam os transtornos, tais como alagamentos, escorregamentos de terra e maior incidência de doenças transmitidas por insetos, tais como a leptospirose e temível e até o momento invencível dengue...







