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Editoria: Mudanças Climáticas
Terça-feira, 10 abr 2007 - 09h44

Austrália inova e armazenará CO2 no subsolo

As tentativas mundiais para o controle do gás carbônico emitido pelo homem parecem que começam a sair de fato do papel. Ao contrário do que diversas companhias e governos planejam fazer, plantando árvores, impedindo o desflorestamento e reduzindo as emissões dos gases do efeito estufa, cientistas australianos estudam uma maneira insólita de controlar o CO2 já emitido, armazenando parte dele em reservatórios subterrâneos.

Conhecido como Projeto de Geosequestração, o objetivo é capturar milhares de toneladas de CO2 do Estado de Victoria, no sul do país e armazená-lo no subsolo, a 250 quilômetros de distância da cidade de Melbourne, capital do Estado.

Peter Cook, porta-voz e diretor do Centro de Pesquisas Tecnológicas de Gases do Efeito Estufa, informou que o arenito e sedimentos de barro disponíveis no subsolo daquela área provê as condições ideais para armazenamento de grandes quantidades de CO2. Em entrevista à rede de tv pública da Austrália, Cook disse que exitem riscos envolvidos, mas está confiante no projeto, orçado em 25 milhões de dólares.

"Em termos de tecnologia, este é o mais avançado projeto deste tipo em todo o mundo e permitirá monitorar como o dióxido de carbono se moverá e reagirá entre as rochas", disse Cook.

No entanto, críticos do projeto de geosequestro questionam a segurança e estabilidade do dióxido de carbono armazenado no subsolo, e citam a possibilidade de vazamento ou erupções.

O projeto, ainda em fase de construção na região oeste do Estado de Victoria, prevê o armazenamento de grandes quantidades de gás dois quilômetros abaixo do solo ou do leito submarino. Segundo Cook, existem várias opções de geo-armazenamento do CO2 e todas elas serão estudadas. A mais básica, ilustrada no diagrama acima e já em andamento, consiste em capturar as emissões produzidas em uma usina termo-elétrica e conduzí-las à uma estação de triagem, onde o CO2 será separado do metano e comprimido a altas pressões. Em seguida o CO2 será conduzido por dutos especiais e injetados 2 mil metros abaixo do solo, onde ficará armazenado.

Fotos: No topo da página, uma das brocas de perfuração, em pleno funcionamento no Estado de Victoria. Na segunda imagem, gráfico mostra o processo simplificado de geo-armazenamento.







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