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Imagens de satélite e sensoriamento remoto
Processo de re-entrada espacial na atmosfera
Prever exatamente quando um satélite ou foguete não controlado irá re-entrar na atmosfera não é uma tarefa fácil e leva em consideração um grande número de variáveis,entre eles o atrito da atmosfera e a atração gravitacional exercida pelos objetos do sistema solar, especialmente o Sol e a Lua. Outros parâmetros de grande importância são o fluxo solar e a força gravitacional exercida pelas montanhas e oceanos.

Os valores calculados podem divergir bastante, dependendo do momento em que são calculados e da validade dos elementos orbitais que se tenha à mão. Normalmente, para re-entradas programadas de foguetes ou naves não comandadas, o erro pode ser de até 5 horas, para mais ou para menos, do momento previsto, o que aumenta as incertezas da localização da queda.

Até mesmo as naves tripuladas, como as Soyuz, que trazem de volta à Terra os cosmonautas russos, têm sua posição de re-entrada estimada com margem de erro, fazendo com que aterrisem em locais muito distantes do previsto, que em alguns casos superam 700 quilômetros.


Re-entrada e queima
Naves que re-entram sem controle na atmosfera, normalmente se rompem entre 72 e 84 quilômetros de altitude devido à temperatura e forças aerodinâmicas que agem sobre a estrutura. A altitude nominal do rompimento é de 78 km, mas satélites de grande porte que têm estruturas maiores e mais densas conseguem sobreviver por mais tempo e se rompem em altitudes mais baixas. Painéis solares são destruídos bem antes, quando os satélites ainda estão entre 90 e 95 km.

Uma vez que a espaçonave ou seu corpo principal se rompem, diversos componentes e fragmentos continuam a perder altura e se aquecer, até que se desintegram ou atingem a superfície. Muitos dos componentes são feitos em alumínio, que se derretem facilmente. Como resultado, essas peças e desintegram quando a nave ainda está em grandes altitudes. Por outro lado, se um componente é feito com material muito resistente, que necessita de altas temperaturas para atingir o derretimento, pode resistir por mais tempo e até mesmo sobreviver à re-entrada. Entre esses materiais se encontram o titânio, aço-carbono, aço-inox e berilo, comumente usados na construção de satélites.

O interessante é que ao mesmo tempo em que são resistentes às altas temperaturas, esses materiais também são muito leves (por exemplo, chapas de tungstênio) e como resultado a energia cinética no momento do impacto é tão baixa que raramente provoca danos de grande porte. O problema começa com a composição química residual, que dependendo do componente que sobreviveu à re-entrada, pode conter material extremamente tóxico, como a hidrazina, utilizado como combustível ou até mesmo material radioativo, usado na geração de energia elétrica.

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    Foto: Acima vemos o tanque de pressurização de um foguete Delta 2, que sobreviveu á re-entrada no dia 22 de janeiro de 1997. O tanque pesa 30 quilos e é contruído de titânio. No topo, re-entrada não programada do ônibus espacial Columbia em 1 de fevereiro de 2003.

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