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Editoria: Astronomia
Sábado, 5 jan 2008 - 11h56

Mancha solar aparece e marca o início do ciclo solar 24

O ciclo solar é também chamado de ciclo de Schwabe e tem duração aproximada de 11 anos. Neste período o Sol passa por momentos alternados de alta e baixa atividade eletromagnética, conhecidos por mínimos e máximos solares. Desde que as observações começaram a ser feitas, já foram contados 23 ciclos solares até 2007.

Oficialmente, um novo ciclo começa sempre com o surgimento de uma mancha solar de polaridade oposta às do ciclo precedente. O surgimento dessa mancha ocorre nas latitudes elevadas, geralmente entre 25 e 30 graus. As manchas do ciclo que se finaliza normalmente se agrupam próximo ao equador.

Durante os últimos meses, os cientistas especializados no estudo do Sol não desgrudaram os olhos um só instante dos instrumentos que monitoram nossa estrela. O objetivo da vigília era a detecção dessa mancha solar muito especial, de polaridade magnética invertida, que como dissemos, deveria surgir nas latitudes mais altas.

No último dia 11 de dezembro as atenções passaram a ser redobradas, quando o telescópio espacial Soho detectou, no limbo do disco solar, uma nova anomalia com as características esperadas. E não poderia ser diferente. Se os cientistas estivessem certos, aquele pequeno sinal visto através dos instrumentos poderia significar o início do ciclo solar 24.

"No último ano, a atividade solar permaneceu praticamente nula, já caracterizando o final do ciclo 23", disse o físico David Hathaway, ligado ao Centro Marshall de vôos espaciais, da Nasa. "O ciclo solar 23 atingiu seu máximo entre os anos 2000 e 2003 e no final de dezembro 2007 já estávamos na fase do mínimo solar", completou o cientista.


Começa o ciclo solar 24
A região em que surgiu a anomalia no dia 11 de dezembro preenchia todas as características. Estava sobre a latitude 24 graus norte e era magneticamente reversa. Só havia um problema: não havia nenhuma mancha, apenas uma mudança de brilho causado pelos campos magnéticos. Mas se esses campos se aglutinassem e formassem uma mancha, os cientistas poderiam anunciar, com absoluta certeza, o início do ciclo solar 24. E foi o que aconteceu.

Na tarde de ontem (sexta-feira, 04), após uma vigília de quase trinta dias, finalmente a tão aguardada mancha surgiu próxima aos 30 graus de latitude norte, dando início a mais um ciclo solar, que acreditam os cientistas, deverá ser muito intenso e marcado por grande quantidade de tempestades solares, com forte impacto nas telecomunicações, tráfego aéreo, linhas de transmissão de energia e sistemas de localização. Como vivemos em uma época de uso intenso de satélites e telefones celulares, o ciclo solar que se inicia poderá ser sentido de modo muito mais intenso do que em outros anos.


Ejeção de massa coronal
Um novo ciclo não significa que nas próximas 24 horas o Sol já apresentará grande atividade elétrica. É importante lembrar que acabamos de sair do mínimo solar e que o crescimento da atividade é lento. Segundo as previsões, o máximo pico dessa nova temporada deverá ocorrer em 2011 e 2012. Até lá, gradualmente teremos um aumento sistemático da quantidade de machas e tempestades solares, com ocasionais ejeções de massa coronal, enormes bolhas de gases ionizados com até 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam a marca de um milhão de quilômetros por hora.

Se você se interessa pela atividade solar e quer ver as imagens atualizadas da estrela ou acompanhar as previsões das tempestades, o Apolo11 tem uma seção especial, feita especialmente para essa finalidade. É só voltar na primeira página e escolher a opção "Boletim Solar".

Artes: na foto superior vemos a mancha solar de polaridade reversa, fotografada pelo astrônomo Greg Piepol, de Rockville, Maryland. A mancha marca o início do ciclo solar 24. Na seqüência temos um gráfico onde é mostrado o incremento da quantidade de manchas solares durante os períodos de maxima atividade solar. Repare que no momento estamos na fase de baixa atividade, ou mínimo solar. A atividade deverá crecer gradualmente até atingir o máximo, previsto para 2011 ou 2012.






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