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Editoria: Astronomia
Quinta-feira, 23 fev 2017 - 08h42

Cientistas descobrem sistema planetário potencialmente habitável

Utilizando dados do telescópio robótico Trappist, uma equipe internacional de cientistas confirmou a existência de um novo sistema planetário muito parecido com a Terra e que pelas características orbitais pode desenvolver algum tipo de vida.

Sistema Trappist-1

A notícia da descoberta foi publicada na revista Nature e é assinada por pesquisadores de diversas universidades dos EUA e Europa.

De acordo com o artigo, o novo sistema estelar tem sete planetas com tamanhos e características muito parecidas com as da Terra e estão localizados na chamada zona temperada, cuja distância à estrela faz a temperatura de superfície oscilar entre 0ºC e 100ºC.


A descoberta
As primeiras detecções ocorreram em maio de 2016 pela equipe do astrofísico Michaël Gillon, ligado à Universidade de Liège, na Bélgica, que usou dados do telescópio robótico Trappist do Sul, situado no deserto do Atacama, no Chile.

Na ocasião, o estudo apontou que três objetos circulavam a estrela muito rapidamente e desde então diversos pesquisadores também passaram a acompanhar o sistema, o que culminou com a descoberta de um total de sete planetas.

Além da rede de telescópios TRAPPIST, a campanha de observação também utilizou dados do VLT (Very Large Telescope) no Chile, William Herschel e Liverpool, situados em La Palma e Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, que monitorou o sistema durante 20 dias.

Sistema Trappist-1
Batizado de Trappist-1, o novo sistema planetário se localiza a 39 anos-luz da Terra (cerca de 400 trilhões de km) na direção da constelação de Aquário e é composto primariamente por um tipo de estrela bastante comum, menor, mais fria e vermelha que o Sol.

Esquema de orbitas do Sistema Trappist-1
Esquema de orbitas do Sistema Trappist-1, composto de sete planetas, seis deles na zona habitável da estrela.

Ao redor da estrela giram sete planetas possivelmente rochosos, batizados de Trappist-b,c, d, e, f, g e h.

Os dados revelaram que todos os planetas giram muito rapidamente em torno da estrela-mãe. Trappist-B, por exemplo, leva apenas 36 horas terrestres para completar uma revolução.

Os planetas G e B são aproximadamente 10% maiores que a Terra enquanto os menores D e H são 25% menores que o nosso planeta.

De acordo com o estudo, os planetas E, F e G são os que têm maiores chances de manterem a água em estado líquido, pois possivelmente têm temperaturas médias semelhantes, respectivamente -22, -54 e -74 graus Celsius.

Zona Habitável
Manter a água em estado líquido é a condição básica para o desenvolvimento da vida como a conhecemos e encontrar planetas com essa capacidade não é um achado qualquer.

Todas as formas de vida precisam de moléculas de água para seu desenvolvimento, inclusive os extremófilos, que se formam e se desenvolvem em ambientes extremamente hostis (daí seu nome), com índices de umidade próximos à zero.

Para Thomas Zurbuchen, administrador associado do Departamento de Missão Científica da Nasa, "responder à pergunta se estamos sozinhos é uma prioridade científica e encontrar tantos planetas com este potencial é um passo notável na direção desse objetivo".






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