Editoria: Fenômenos Naturais - Terremotos
Quinta-feira, 6 mai 2010 - 09h50

Terremoto do Chile: Mudança nos mapas custará US$ 25 milhões


O segundo mais forte terremoto de 8.8 graus que abalou o Chile no fim de fevereiro deste ano, provocou alterações significativas na cartografia do país. O Instituto Geográfico Militar atesta que houve uma grande mudança subterrânea e que as alterações nos mapas vão custar ao Ministério da Defesa US$ 25 milhões.

Terremoto no Chile


Uma das alterações observadas pelos especialistas é de que antes do tremor, a placa tectônica sul-americana avançava em direção nordeste de 30 a 40 milímetros por ano. Após o terremoto os cientistas detectaram uma mudança significativa no sentido de deslocamento, passando a se movimentar na direção sudoeste.

Em Concepción, a cidade mais destruída pelo tremor, ainda existem movimentos significativos em alguns pontos e seu deslocamento deve chegar a 12 metros até o final do ano, dizem os estudiosos.

A intensidade do abalo foi equivalente à detonação de 12000 bombas atômicas similares à que destruiu Hiroxima em 1945 e pelo menos 500 vezes mais potente do que o terremoto de 7.0 graus que destruiu a capital do Haiti em janeiro de 2010.

Elevação do Solo
Outra observação importante constatada pelos cientistas chilenos é que o solo submarino na região do sismo ergueu aproximadamente dois metros em média, alterando diversos pontos de referência. "Agora já não podemos garantir que um porto tenha profundidade necessária para permitir atracamentos", disse o coronel Juan Vidal, ligado ao Instituto Geográfico Militar do Chile.

O coronel também afirmou que o Instituto deverá contar com a colaboração de especialistas do mundo todo para a construção de novas estações de GPS para atualização dos os mapas. De acordo com o militar, os recursos solicitados serão para iniciar o trabalho, agora batizado de Plano Fénix.


Primeira chuva na zona do terremoto
O mau tempo começou afetar fortemente todas as vítimas que perderam suas casas no terremoto de 27 de fevereiro e que vivem hoje em tendas. De acordo com números oficiais do governo, há 2.800 famílias nessas condições precárias. A água já entra nas barracas e as famílias correm o risco de perder o pouco que restou, como colchões, cobertores e roupas.

O governo disponibilizou 53 abrigos com capacidade para 5.700 pessoas para todas as regiões mais sujeitas as próximas chuvas intensas. No entanto, até o momento, apenas 390 pessoas foram deslocadas. Os desabrigados têm medo de deixar seus pertences para traz e muitos se recusam a ir para os abrigos.


Novos Tremores
Passados mais de dois meses do megaterremoto terremoto de 8.8 graus que atingiu a cidade de Concepcion, centenas de abalos secundários, chamados réplicas ou aftershocks continuam a ocorrer abaixo da superfície do Chile, alguns com intensidade suficiente para causar pesados danos em locais com estruturas mais fracas ou precárias.

No dia 3 de maio de 2010, um forte abalo de 6.3 graus de magnitude ocorreu 19 km de profundidade abaixo da região de Bio-Bio. O evento foi registrado às 20h09 pelo horário de Brasília e seguiu outro abalo ocorrido cinco horas antes, de 4.9 graus, abaixo da mesma zona de fratura. Algumas horas depois novos abalos de menor intensidade foram detectados em toda a costa chilena.

No dia 4 de maio foi a vez da cidade de Antofagasta ser sacudida por um tremor de 5.4 graus. Apesar de serem terremotos no mesmo país, Antofagasta fica na região norte do Chile e provavelmente o abalo não tem relação com os anteriores.

Ontem, 5 de maio de 2010, a região dos Andes foi novamente castigada por um abalo de 6.5 graus. O terremoto ocorreu às 00h42 pelo horário de Brasília e foi localizado a 35 km de profundidade, 25 km a oeste da cidade de Tacna, no sul do Peru próximo à fronteira norte do Chile.

Motivos
Os terremotos que ocorrem nessa região e em toda a costa oeste da América do Sul são causados pelo choque entre a placa tectônica de Nazca, a oeste da costa e sul-americana, a leste, criando a chamada zona de subducção, onde uma placa afunda abaixo da outra. Apesar dos danos causados, essa movimentação da crosta terrestre também é a responsável pela formação das belezas naturais da região, principalmente a cordilheira dos Andes, que domina a face ocidental da América do Sul.


Arte: No mapa, estrela indica a localização do epicentro do terremoto de 8.8 graus, ocorrido em 27 de fevereiro de 2010. Crédito: Apolo11/USGS.






 
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