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Editoria: Fenômenos Naturais - Terremotos
Quinta-feira, 29 jun 2017 - 09h37

Os grandes terremotos pararam, mas podem voltar a qualquer momento

Quase todos os anos, a Terra produz um intenso terremoto acima de 7.9 magnitudes. No entanto, já estamos há quase dois anos sem registrar abalos dessa intensidade, o que significa quer as tensões entre as placas tectônicas estão aumentando.

Grafico de Terremotos ate junho de 2017
Gráfico de Terremotos ocorridos até junho de 2017


A última vez que o nosso planeta sentiu um abalo maior ou igual a 8.0 magnitudes foi em 16 de setembro de 2015, quando um terremoto de 8.3 magnitudes foi registrado na costa de Illapel, no Chile.

Com exceção dos anos de 2002 e 2008, no século 21 a Terra foi acometida por 21 terremotos superiores a 7.9, entre eles o megaterremoto de Sumatra em 2004, de 9.1 magnitudes, o sismo de 8.8 magnitudes em Bio-Bio, no Chile, em 2010, e o mais recente e espetacular tremor de 9.0 em Honshu, no Japão, que provocou o terrível acidente nuclear de Fukushima.

Anel de Fogo
Todas essas fortes rupturas ocorreram no chamado "Anel de Fogo", uma estreita faixa de intensa atividade sísmica e vulcânica situado nas bordas da Bacia do Oceano Pacífico.

Nesta região, diversas placas tectônicas se comprimem fortemente o tempo todo, até que em determinado momento a tensão de compressão supera o ponto de ruptura da rocha. Quando isso acontece, parte de uma das placas, onde ficam assentadas as cidades e oceanos desliza abruptamente abaixo da outra, em um movimento chamado de subducção.

O movimento de subducção libera de forma quase instantânea toda a energia acumulada durante o processo de compressão e o resultado é um violento terremoto que pode destruir cidades inteiras.

Tóquio e Los Angeles são exemplos de cidades assentadas sobre o Anel de Fogo e já sofreram intensos terremotos.

Desde 2015 a Terra não sofre abalos de forte magnitude, o que significa que a pressão na região de interface entre placas está aumentando e um forte terremoto pode acontecer nos próximos meses.

Previsão versus Estatísticas
Prever terremotos e sua possível localização ainda não é possível, mas a observação de valores ao longo do tempo pode revelar pressões tectônicas em crescimento e que "estatisticamente" podem ser liberadas.

Considerando que em todos os anos acontece ao menos um evento desse porte, é de se esperar que um forte tremor ocorra até antes do final do ano em alguma região próxima ao anel de fogo, que como vimos, compreende boa parte do planeta.

É importante destacar que essa informação não é e nem pretende ser uma previsão de terremoto, mas uma avaliação baseada em dados observados desde 1900 e que constata a ausência de qualquer tremor significativo em um período que vai desde setembro de 2015 até junho de 2017 e que estatisticamente deveremos ter ao menos um evento até o final do ano, como observado nos últimos 116 anos.






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