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Editoria: Biodiversidade
Quinta-feira, 20 abr 2006 - 06h41

Cientistas afirmam que grandes rios correm abaixo da Antártida

Cientistas ingleses descobriram que rios, do tamanho dos grandes rios europeus, correm a uma profundidade de centenas de quilômetros abaixo do gelo antártico.

A descoberta põe em xeque a teoria de que os lagos subglaciais desenvolveram durante milhões de anos de forma autônoma, e que teoricamente poderiam abrigar formas de vida primitivas, que teriam evoluído independentemente. De acordo como sugerem alguns pesquisadores, se houver micróbios nos lagos glaciais, também poderiam existir na lua jupiteriana Europa ou em lagos subterrâneos de Marte.

Outra consequencia da descoberta é a revisão em perfurar os desertos de gelo antártico, com a intenção de estudar os lagos debaixo da calota polar, onde acredita-se que haja vida.

Antigamente se supunha que a água se deslocava sob o gelo por meio de lentas infiltrações. No entanto as novas descobertas mostram que ciclicamente os lagos abaixo da calota de gelo "estouram", gerando grandes inundações que percorrem centenas de quilômetros.

Segundo Duncan Wingham, cientista à frente da equipe de pesquisadores responsáveis pela descoberta, "a maior preocupação que vem atrasando a perfuração dos lagos é o medo que os equipamentos possam inserir alguns micróbios da superfície ali. Os modelos indicam que qualquer contaminação não ficará restrita a um único lago".

Com o uso do satélite ERS-2, da Agência Espacial Européia, ESA, os cientistas mediram com grande precisão as camadas de gelo mais antigas e espessas do continente antártico e descobriram alterações sincronizadas na altitude das superfícies, separadas por até 290 km. Segundo os cientistas, a única explicação possível para essa alteração seria a existência de grandes fluxos de água corrente sob o gelo, e que transferiam água de um lago para outro.

A descoberta dos rios subglaciais gera novas especulações de que o lago Vostok, com aproximadamente 5.400 km cúbicos de água - suficientes para abastecer São Paulo por pelo menos 5 mil anos - possa ter, antigamente, produzido enchentes suficientemente grandes capazes de alcançar a costa continental.

Foto: Localização do lago Vostok no mapa da Antártida.


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