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Editoria: Clima e Meteorologia
Quinta-feira, 13 jan 2011 - 16h57

CPTEC havia emitido alerta de deslizamentos para a região serrana

Imagens registradas pelo satélite GOES-12 entre os dias 10 e 11 de janeiro mostram que as áreas de instabilidades que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro se formaram em velocidade bastante elevada, o que contribuiu significativamente para o enorme volume de água precipitada em pouco tempo sobre aquela região. Nas imagens é possível observar que os temporais surgem em poucas horas.

Apesar da velocidade de formação das nuvens tipo cumulonimbus (CB), vistas nas imagens de satélite em tons azul escuro e rosa pegar a todos de surpresa, a tragédia que se abateu sobre o Rio de Janeiro já havia sido prevista algumas horas antes e se tivesse sido propagada a tempo poderia ter evitado uma tragédia maior.

Um dia antes, em 10 de janeiro às 16h59, o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, CPTEC, havia publicado um aviso informando sobre a possibilidade de tempestades em diversas áreas da região Sudeste e no dia seguinte pela manhã emitiu alerta exatamente para a região serrana fluminense. Neste último alerta o CPTEC informava que devido às chuvas ocorridas nas últimas semanas o solo se encontrava encharcado e havia riscos de deslizamentos. Até aquele momento o Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia, já havia contabilizado 92 milímetros de chuva somente em Nova Friburgo.


Foto: Sequência de imagens registradas pelo satélite GOES-12 mostra a rápida formação de áreas de instabilidades sobre parte da Região Sudeste. Crédito: INPE/CPTEC/DSA/NOAA/APOLO11.COM







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