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Editoria: Clima e Meteorologia
Quarta-feira, 16 out 2015 - 09h02

Olhe, admire e pergunte: afinal, quanto pesa uma nuvem?

Quando olhamos uma nuvem no céu, nem imaginamos que algo aparentemente delicado e suspenso no ar possa ser bastante pesado. Algumas nuvens mais carregadas chegam a pesar tanto que a melhor maneira para termos noção de seu peso é compará-las aos elefantes. Aliás, muitos deles.

Nuvem Cumulonimbus
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De acordo com a meteorologista Margaret "Peggy" LeMone, ligada ao Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, NCAR, nuvens do tipo cúmulos chegam a armazenar até 550 toneladas de água. Segundo a pesquisadora, considerando que um elefante pese cerca de 6 toneladas, uma pequena nuvem desse tipo equivale a nada menos que 100 elefantes.

Considerando uma típica tempestade, LeMone estima que o volume de água armazenado nas nuvens pode ser equivalente ao peso de 200 mil elefantes. Toda essa água fica armazenada na forma de minúsculas gotículas, mantidas em suspensão pela ascensão do ar quente.

Meteorologista Peggy LemoneSe você ficou preocupado com a possibilidade de 200 mil elefantes desfilarem sobre sua cabeça em um dia de tempestade, ainda não viu nada. LeMone foi ainda mais longe e calculou o peso de um furacão. Para isso multiplicou o peso de 1 metro cúbico de água pelo volume do furacão e o resultado foi surpreendente.

Segundo LeMone, um furação típico pesa aproximadamente 40 milhões de elefantes. “Em outras palavras, o volume de água contido em um furacão é maior que todos os elefantes da Terra juntos e talvez mais do que todos os elefantes que já viveram em nosso planeta”.

Agora, da próxima vez que olhar para uma nuvem de tempestade, avalie bem a qualidade do seu guarda-chuvas e veja se ele está apto a suportar todo esse peso.


Fotos: No topo, uma típica nuvem do tipo Cumulonimbus, que pode pesar mais de 1 milhão de toneladas. Na sequência, a meteorologista Margaret "Peggy" LeMone. LeMone é doutora em ciências atmosféricas e atualmente trabalha no desenvolvimento de modelos matemáticos que analisam a estrutura das nuvens. Crédito: Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, NCAR







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