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Editoria: Astronomia
Quarta-feira, 17 jan 2007 - 08h36

Com platéia e hora marcada, cometa McNaught aparece sobre São Paulo

Conforme calculado, o cometa McNaught C2006 P1 pode ser visto ontem pelas dezenas de observadores que se reuniram na Praça do Pôr-do-Sol, na Zona oeste da capital paulista. O encontro, organizado pelo Clube de Astronomia de São Paulo, reuniu diversas pessoas interessadas em ver o ilustre visitante, além da partipação da equipe do Apolo11 que enviou ao local alguns instrumentos de observação, incluindo um telescópio refletor de 5 polegadas, além de binóculos e máquinas fotográficas.

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Logo após o pôr do Sol, as pessoas presentes começaram a procurar pelo cometa, que deveria surgir acima e à esquerda do astro-rei, mas as insistentes nuvens, aliado à camada de poluição vistas no horizonte, pareciam querer frustrar a observação.

Aproximadamente às 20h20, com o céu ainda ligeiramente claro, o cometa começou a ser vislumbrado contra o fundo laranja-escuro. Inicialmente tímido, quase invisível, era alvo dos diversos binóculos e telescópios montados em uma espécie de observatório público. Aos poucos as pessoas presentes começaram a ver o astro com maior facilidade, sem emprego de instrumentos.

Logo após ser avistado, pequenas filas começaram a se formar. Todos queriam ver o cometa mais de perto, através das lentes dos telescópios e binóculos devidamente posicionados. Com os intrumentos era possível ver diversos detalhes da cauda e coma do objeto.

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Ainda dá tempo!
Se você ainda não viu o cometa McNaught C2006 P1, corra que ainda dá tempo.

Localize um local com vista para o horizonte oeste, onde o Sol se põe. Espere pelo menos uns 15 minutos e procure pelo astro, que deverá estar à esquerda do pôr-do-Sol, a mais ou menos 10 graus de elevação. Quando localizar o cometa, experimente usar um binóculo. A visão será muito melhor. Se quiser, tente fotografá-lo aproximando a lente da máquina digital à ocular do binóculo. Se tiver uma máquina com uma boa teleobjetiva, sua foto vai ficar excelente ! E não esqueça de enviá-la pra gente , hein !

O cometa deverá ficar visível por pelo menos uns 3 ou 4 dias, mas seu brilho irá diminuir gradativamente, dificultando a observação. O gráfico abaixo ilustra onde econtrar o C2006 P1.


C2006-P1
Batizado de C2006 P1, o cometa McNaught é considerado o mais brilhante dos últimos 40 anos e tem sido visto por milhares de pessoas nas últimas semanas, em diversas regiões do hemisfério Norte e foi descoberto em agosto de 2006 pelo astrônomo australiano Rob McNaught, que estuda a identificação de objetos próximos à Terra. Em poucos meses ganhou fama devido ao seu brilho intenso que permite que seja visto por qualquer mortal.

Melhor posicionados, os habitantes do Hemisfério Norte puderam ver o objeto durante diversos dias e com muita facilidade, já que a separação visual com relação ao Sol era maior. Aqui no hemisfério Sul o cometa está muito "colado" ao Sol, por isso as melhores observações são feitas quando esse já se colocou abaixo da linha do horizonte.


Partes de um Cometa
Núcleo
Esta é a região mais central de um cometa, o corpo sólido formado por gases congelados, gelo e restos rochosos. O núcleo é, aproximadamente, do tamanho de uma montanha da Terra. Quando um cometa está bastante afastado do Sol, ele consiste apenas do núcleo.

Coma
Quando um cometa se aproxima do Sol, o calor vaporiza o material congelado produzindo uma nuvem nebulosa, de material gasoso, que passa a circundar o seu núcleo e que recebe o nome de coma. Deste modo, definimos como coma de um cometa a nuvem de gás, aproximadamente esférica, que circunda o núcleo de um cometa. A coma consiste de vapor de água, gás de dióxido de carbono e outros gases neutros que sublimaram a partir do núcleo sólido. Estes gases brilham tanto por refletirem a luz solar incidente sobre o cometa como pelo processo de emissão luminosa produzida pelas moléculas excitadas. A coma e o núcleo formam a cabeça do cometa. As comas dos cometas podem se extender por até meio milhão de quilômetros a partir do núcleo.

Cauda
À medida que o núcleo de um cometa começa a se desintegrar, ele também produz uma trilha com material que é arrancado de sua superfície. Este material forma a cauda do cometa. Os cometas possuem duas caudas:
Cauda de poeira: é a trilha de poeira arrancada do cometa e que é deixada para trás à medida que ele se desloca no espaço. A cauda de poeira está situada ao longo da trajetória orbital do cometa.
Cauda de íons ou gás: que aponta sempre na direção contrária ao Sol.

As caudas dos cometas podem se extender por milhões de quilômetros.

Fotos: Na imagem superior, o cometa McNaught C2006 P1 é visto sobre o horizonte da capital paulista. Na segunda imagem vemos alguns dos presentes na Praça do Pôr-do-Sol, na zona oeste de São Paulo. Na última imagem a jornalista e apresentadora Maria Clara Machado confere as imagens no telescópio de 5 polegadas, momentos antes da aparição do cometa.

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