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Editoria: Astronomia
Segunda-feira, 27 out 2014 - 11h06

Nasa mostra novas imagens da aproximação do cometa Siding Spring

Recentemente, diversos astrônomos amadores registraram magníficas imagens da aproximação do cometa C/2013 A1 do planeta vermelho. No entanto, o mesmo não se pode dizer das fotos feitas pelas naves espaciais, que nem chegaram aos pés das imagens feitas da Terra.

Imagens cometa Siding Spring
Imagem feita pelo telescópio Hubble feita em duas exposições. A cena do cometa foi registrada em 18 de outubro as 08h06, enquanto Marte foi fotografado as 22h37 do mesmo dia.
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Embora custem milhões de vezes mais caro que os telescópios terrestres que fotografaram o cometa, a frota de naves espaciais que orbita o planeta Marte não conseguiu obter fotos tão espetaculares e frustraram aqueles que desejavam ver um verdadeiro espetáculo.

Imagem do cometa Siding Spring feita pela Maven
Imagem capturada pela espaçonave Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) feita no comprimento de onda do ultravioleta mostra uma grande nuvem de hidrogênio ao redor do núcleo de C/2013 A1, Siding Spring. A cena foi registrada pela Maven a 8.5 milhões de km de distância, no dia 18 de outubro de 2014.
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Isso acontece por um motivo muito simples: as sondas e robôs que estão em Marte ou em suas imediações não foram projetados para fazer fotos astronômicas. Muito pelo contrário. O objetivo das sondas é registrar a geologia e a química marciana, com telescópios de bordo com pequena capacidade de observação à longa distância.

No entanto, a quantidade de dados científicos foi extraordinariamente grande, com registro de dados espectroscópicos muitas vezes mais amplos e precisos que os feitos da Terra.

Imagem do cometa Siding Spring feita pela MRO
Cena captada no dia 19 de outubro pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), quando cometa estava a 138 mil km do Planeta Vermelho. O registro mostra, na parte superior, o núcle de C/2013 A1, enquanto a atividade da coma é vista parte inferior. A cena original tem 138 metros por pixel, indicando um núcleo de aproximadamente 500 metros.
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Assim, embora o grande público se sinta um pouco frustrado com a qualidade das imagens, sem graça, diga-se de passagem, a coleta de dados científicos deixou os pesquisadores espaciais em êxtase e sua análise levará alguns anos para ser concluída.






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