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Editoria: Astronomia
Segunda-feira, 23 out 2017 - 08h56

Sem ser visto, asteroide passou a 12 mil km da Terra na última sexta-feira

Um rocha espacial com cerca de 13 toneladas praticamente raspou a atmosfera da Terra sem ser notado por qualquer centro de vigilância. Batizada de 2017 UJ2, a rocha só foi descoberta um dia depois da aproximação, quando nada mais podia ser feito.

Orbita do asteroide 2017 UJ2
Orbita do asteroide 2017 UJ2, detectado um dia depois da máxima aproximação.

Este foi o 40º asteroide a se aproximar da Terra dentro do raio de 1 LD, distância equivalente entre a Terra e a Lua, de 384 mil km. O momento da máxima aproximação ocorreu às 12h07 pelo horário de Brasília.

O asteroide foi descoberto pelo centro Catalina de Pesquisas do Céu no dia seguinte à aproximação, calculada em 19220 km desde o centro do planeta, ou 12849 km desde a superfície. Além do Catalina, a rocha também foi observada pelo Observatório Monte Lemmon.

De acordo com Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, 2017 UJ2 tem 13 toneladas e se desloca a 8.48 km/s.

Segundo a página de monitoramento de asteroides do Apolo11, a energia cinética calculada ao passar pela Terra era de apenas 1 terajoule. Assim, se atingisse a Terra possivelmente não causaria grande estrago, já que se desintegraria na alta atmosfera.


Difícil Detecção
Asteroides ou grandes meteoroides que penetram ou passam sorrateiramente pela atmosfera da Terra não são tão incomuns. Normalmente, são rochas pequenas, que não podem ser detectadas por radares ou então são ofuscadas pelo Sol, o que impede de serem vistas por telescópios.

Se detectadas poucas horas antes de se aproximarem ao máximo, essas rochas podem ter suas orbitas determinadas, mas sem a certeza de que algo possa ser feito para evitar um possível impacto.







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