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Editoria: Astronomia
Quarta-feira, 4 nov 2015 - 10h35

Túnel do Tempo: Há dois anos, cometa ISON era destruído pelo Sol

De todos os corpos celestes, os cometas são os mais temperamentais. Em novembro de 2013, um objeto vindo de fora do Sistema Solar provou isso e protagonizou um dos momentos mais impressionantes da astronomia.

Caminho feito pelo Cometa ISON durante a maxima aproximacao (Perielio)
Caminho feito pelo Cometa ISON durante a máxima aproximação (Periélio) - Clique para ampliar

Enquanto estão distantes e bem longe do Sistema Solar os cometas são muito previsíveis e se comportam exatamente como o calculado pelas equações, mas na medida em que começam a sentir a presença do Sol as coisas começam a mudar.

C/2012 S1 ISON foi inicialmente observado pelos observatórios de Monte Lemmon e Panstarrs, nos EUA, entre 28 de dezembro de 2011 e 28 de janeiro de 2012 e teve sua órbita calculada com precisão a partir de observações feitas pelo astrônomo russo Artyom Novichonok e pelo seu colega Vitali Nevski, da Bielorússia, a quem cabe os créditos pela descoberta.

Após ter sua orbita calculada, os pesquisadores constataram que o cometa estava rumando contra o Sol e em 28 de novembro de 2013 chegaria a apenas 1.1 milhão de quilômetros da superfície da estrela.


Veja o vídeo

Devido ao temperamento instável, muitos astrônomos acreditavam que a rocha se desintegraria bem antes de atingir a máxima aproximação, enquanto outros apostavam suas fichas que ISON se comportaria exatamente como o previsto e contornaria o Sol.

No entanto, os partidários da segunda hipótese não arriscavam um palpite se ISON sobreviveria ou não ao periélio. O mais provável era que o cometa se fragmentaria no momento da máxima aproximação, formando uma grande nuvem de partículas que vagaria no espaço. E foi quase isso.

Cometa ISON observado em La Palma, nas Ilhas Canarias
Cometa ISON observado em La Palma, nas Ilhas Canárias - Clique para ampliar

Para deleite dos observadores, um dia antes da máxima aproximação ISON entrou no campo de visão do satélite de observação solar SOHO e todo o mundo pode acompanhar em tempo quase real um dos eventos astronômicos mais esperados do século.

O cometa atingiu o periélio às 18:45 UTC (16h45 pelo Horário de Brasília) do dia 28 de novembro de 2013, a uma velocidade estimada de 1.36 milhões de km/h ou 377 km/s. Se fosse um avião, seria possível fazer uma viagem de São Paulo à Nova York em menos de 20 segundos.

Como previsto, ISON chegou intacto ao encontro da fornalha solar e foi praticamente fulminado. Algumas horas depois, no entanto, as imagens do telescópio SOHO mostraram um estranho objeto emergindo do outro lado do Sol, o que fez muitos acreditar que o cometa havia sobrevivido.

Na realidade, o que estava sendo observado era o material sublimado, que permaneceu coeso e seguia dentro da orbita calculada. À medida que as horas se passaram o material se dispersou e em poucos dias nãohavia mais sinais do famoso viajante de espaço.







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