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Editoria: Astronomia
Quarta-feira, 28 fev 2007 - 09h26

Fim de semana tem eclipse da Lua !

Um dos eventos astronômicos mais interessantes é sem dúvida os eclipses do Sol ou da Lua. Enquanto no eclipse solar é a lua que fica entre o astro-rei e a Terra, durante o eclipse da Lua é nosso planeta que fica entre o Sol e Lua, impedindo que a luz solar atinja diretamente o nosso satélite.

E é isso que vai acontecer nesse sábado e poderá ser visto por qualquer mortal: o eclipse total da Lua de 3 março de 2007. Durante o eclipse lunar nosso satélite vai se situar do lado oposto ao Sol, de modo que eclipses desse tipo somente ocorrem quando a Lua está em sua fase cheia.

Veja como foi o eclipse no sábado!

Galeria de fotos
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Como acontece
Quando qualquer corpo esférico é iluminado por uma fonte pontual de luz, são produzidos dois cones de sombra, chamados de penumbra e umbra. Em condições ideais a região da umbra é totalmente escura, enquanto a penumbra ainda recebe um parte da luz. Durante um eclipse lunar acontece o mesmo, com o Sol fazendo o papel da fonte de luz pontual. Fortemente iluminada, a Terra também produz dois cones de sombra que são projetados no espaço.

Em algumas ocasiões, o movimento de translação da Lua ao redor da Terra a situa dentro do cone da penumbra. Esta ocasião recebe o nome de eclipse penumbral e é muito difícl de ser observado, já que a diminuição de luz dentro deste cone é muito baixa para ser percebida. Em outras situações, no enatnto, a Lua mergulha exatamente dentro da zona de sombra da umbra, ocorrendo então o eclipse total da lua.


O eclipse
Todo eclipse total da Lua possui cinco fases bem definidas que incluem os contatos iniciais e finais do satélite com os cones de umbra e penumbra além do meio do eclipse, conhecido como totalidade.

Neste sábado a Lua tocará a penumbra às 17h16 e caminhará por essa zona até às 18h30, até que sua borda encosta na área de umbra. Esse dois momentos são vistos no gráfico como P1 e U1.Quando a Lua estiver completamente dentro do cone de sombra da umbra, diz-se que o eclipse é total. Esse momento é assinalado no gráfico como U2 e ocorrerá às 19h44. A Lua permanece na totalidade do eclipse até às 20h58, quando sua borda toca novamente a penumbra oposta, iniciando o final da totalidade. O ápice do eclipse ocorre às 20h21.

Caminhando dentro da penumbra, lentamente a Lua deixa a totalidade. Às 22h12 o corpo estará totalmente dentro da penumbra, dando fim à fase de totalidade. Esse momento é assinalado no gráfico como U4. O eclipse se encerra totalmente às 23h26 minutos, quando toda a Lua estará fora dos cones de sombra projetados no espaço.

É importante notar que mesmo imersa na sombra da Terra, a Lua não desaparece totalmente. Um pequena parte dos raios do Sol sofre um pequeno desvio, ou refração, nas altas camadas da atmosfera. Esse desvio faz a luz solar penetrar no cone da umbra e ilumina Lua. As condições atmosféricas determinam a cor da Lua no momento do eclipse, e esta pode se apresentar alaranjada, avermelhalada e até marrom escuro. Partículas em suspensão geradas por erupções vulcânicas contribuem para avermelhar ainda mais o satélite durante o evento.


No Brasil
As melhores localidades para se observar o eclipse total serão aquelas localizadas nas Regiões Nordeste e Sudeste. Já a fase da totalilidade e a segunda fase parcial serão vistas por completo em todo o país.

Nas cidades do leste a fase umbral já terá iniciado quando a Lua nascer. Para um observador localizado em São Paulo, no momento do meio do eclipse (às 21h21), a Lua estará 23,6º de elevação sobre o azimute de 70,0º. As estrelas ao redor serão as da constelação de Leão.

O eclipse deste sábado poderá ser visto a olho nu ou com a ajuda de binóculo, luneta ou telescópio, já que não representa qualquer risco à visão. Quem gosta de astronomia poderá acompanhar o fenômeno cronometrando a passagem da sombra pelas inúmeras crateras, mares e montanhas da Lua.


Fotos
Para quem quiser fotografar o eclipse com um pouco mais de aproximação, sugerimos um método conhecido como "afocal", que consiste em aproximar a lente da câmera à objetiva de um binóculo ou telescópio, focalizando com cuidado. Se for possível, fixe o binóculo ou luneta, mantendo-os bem firmes.

Faça várias fotos. Depois não esqueça de mandar para serem publicadas !







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