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Editoria: Espaço - Tecnologias
Quarta-feira, 22 out 2008 - 09h33

Telescópio Hubble falha e volta ao modo de segurança

A famosa lei de Murphy que diz "se existe alguma possibilidade de alguma coisa dar errado, dará", sem dúvida se aplica com perfeição à tentativa dos engenheiros da Nasa de transferirem as operações do telescópio Hubble para o equipamento reserva. Apesar de ser uma cópia fiel do equipamento primário e ser projetado para funcionar de maneira análoga em caso de emergência, o mesmo não está operando corretamente e na última segunda-feira entrou em modo de segurança, paralisando novamente as operações científicas do telescópio.

Telescópio Hubble

Como se sabe, uma pane eletrônica ocorrida no dia 27 de setembro provocou a interrupção das operações científicas do Hubble. Segundo os engenheiros, a falha ocorreu em um dos Formatadores de Dados Científicos ou SDF, que fazem parte da unidade SI C&DH responsável por adequar as imagens captadas pelos sensores e enviá-las à Terra.

Desde então os engenheiros responsáveis estavam estudando o modo mais apropriado de transferir as operações para a unidade reserva, que nunca havia sido ligada desde que o telescópio foi colocado no espaço, em 1990. Na última quinta-feira, em comunicado oficial a Nasa afirmou que a operação de transferência estava ocorrendo normalmente, mas outro comunicado, divulgado algumas horas depois, informava que a unidade SI C&DH havia entrado novamente em modo de segurança.

SI C&DH é a sigla para Science Instrument Command and Data Handling ou Instrumento de comando Científico e Tratamento de Dados.

O motivo da pane atual ainda é incerto, mas suspeita-se que uma das fontes de alimentação de baixa tensão só atingiu a voltagem nominal de operação após a checagem dos sistemas. Como os valores não conferiam, o computador de bordo desligou os circuitos, comutando então para o modo de segurança.


Funções Vitais
Atualmente, o telescópio pode executar todas as funções vitais de segurança. No entanto, apenas os trabalhos científicos que envolvem os Sensores de Guiagem Fina, ou FGS, podem ser executados, já que o equipamento não utiliza o SI C&DH para se comunicar com a Terra. Entre as funções do FGS está a medição precisa de objetos no espaço.

A tarefa atual dos engenheiros se resume ao estudo dos dados de telemetria enviados continuamente pelo satélite. O temor é que uma nova tentativa de acionamento elétrico possa colocar em risco os instrumentos do telescópio e até inviabilizar a missão de reparo do ônibus espacial, prevista para 2009.

Como a Lei de Murphy é muito severa, só nos resta cruzar os dedos!

Foto: Primeira missão de conserto do telescópio Hubble, em 1993. Crédito: Nasa/Goddard Space Flight Center.







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