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Editoria: Fenômenos Naturais - Vulcões
Corona solar, 02 Nov 2003

Satélite registra erupções solares de grande intensidade

Estas impressionantes imagens, feitas pelo satélite SOHO, mostram a violenta erupção solar ocorrida no dia 28 de outubro às 09h51 UTC, na superfície do sol. A erupção, que durou mais de uma hora, chegou ao seu máximo às 11h10 UTC e lançou bilhões de toneladas de gás da camada exterior do sol, conhecida como corona.

Tanto a erupção solar como a ejeção desta enorme quantidade de gás estimularam partículas eletricamente carregadas a níveis muito altos de energia que foram lançadas em direção à Terra.

Segundo cálculos Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA, estas partículas levaram menos de 20 horas para alcançar a Terra, à velocidade de 8 milhões de quilômetros por hora.

Como resultado, a Terra sofreu uma das maiores tempestades magnéticas já registradas, de intensidade G-4, que vai até 5.

Na Suécia 20 mil casas ficaram sem energia elétrica e dezenas de operadoras de telefonia registraram problemas em seus links terrestres.

As imagens mostram o evento da persepectiva de tres diferentes sensores a bordo do satélite SOHO (Solar and Heliospheric Observatory - Laboratório solar e Heliosférico). A imagem superior foi feita usando-se o sensor LASCO (Large Angle and Spectrometric Coronagraph - Coronógrafo espectométrico de Ângulo ampliado). No centro da imagem podemos ver um disco de ocultação, que permite ao sensor focalizar a luz dispersada da superfície solar, livre da interferência dos eletrons da corona.

Esta luz é vista como o halo laranja. O círculo branco é a localização e tamanho do disco solar.

A luz branca intensa é a ejeção de massa da corona solar, após a explosão, sendo lançada em direção à Terra.

A imagem inferior à esquerda mostra o sol visto pelo sensor MDI (Michelson Doppler Imager). Os pontos negros são manchas solares de 4000 graus Kelvin, muito mais frias que os típicos 6000 graus Kelvin da temperatura média da superfície solar.

A imagem da direita, feita pelo EIT (Extreme Ultraviolet Imaging Telescope), mostra a luz da ionização formada pela temperatura de 1.5 milhoes de graus Kelvin da corona solar.







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