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Editoria: Invenções e Descobertas
Terça-feira, 29 nov 2011 - 10h09

Bóson de Higgs: cientistas podem confirmar partícula em dezembro

Ao que tudo indica, pesquisadores ligados ao Grande Colisor de Hádrons (LHC) já têm elementos suficientes para confirmar ou não a existência do Bóson de Higgs, o último elemento que falta no modelo padrão da física de partículas e peça chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares.

Os dados estão sendo coletados há cerca de dois anos pelos gigantescos detectores de partículas Atlas e CMS, que registram colisões entre prótons disparados próximos à velocidade da luz no interior de um túnel de 27 km de extensão. A colisão é tão violenta que os prótons se rompem, permitindo aos cientistas estudarem as partículas que os compõe.

Desde a primeira metade do século 20, quando as primeiras colisões subatômicas tiveram início, todas as partículas teorizadas matematicamente já foram observadas, com exceção de uma: o Bóson de Higgs, uma partícula hipotética predita em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs e considerada a peça que falta neste intrincado quebra-cabeças da natureza.

No entender de James Gillies, pesquisador do Centro Europeu de Investigação Nuclear, CERN, "a área de maior massa gerada pelas colisões já foi descartada, mas o bóson de Higgs pode estar localizado em qualquer lugar entre 114 a 141 GeV, que agora estão sendo analisados", se referindo à força usada na aceleração das partículas.

Assim como Gilles, a maior parte dos pesquisadores acredita que o bóson de Higgs será encontrado na análise das colisões ocorridas próximas a 120 GeV. Gev significa "Giga elétron-volts" e é uma grandeza usada pelos físicos para quantificar a energia das partículas.


Veredito
O conselho do CERN se encontrará entre 12 e 16 de dezembro e qualquer sinal concreto da existência da partícula será apresentado durante essa reunião e poderá elucidar de uma vez por todas se o Bóson de Higgs existe ou não passa de uma suposição matemática.

Em seu blog, o físico do CERN Pauline Gagnon explicou que a região que agora está sendo estudada, de menor massa e onde os cientistas esperaram encontrar a partícula, é a mais difícil de observar. "Pode ser que o bóson nem exista". Essa possibilidade também já havia sido levantada pelo cientista-chefe do CERN, Rolf Heuer.

Para outros especialistas, que escrevem no blog da Universidade de Columbia, os dados coletados até agora não permitem descartar a possibilidade da existência do bóson de Higgs e muito menos afirmar que não existe, por isso a reunião está sendo aguardada com muita ansiedade.

Se a existência do bóson de Higgs for descartada, a física atual vai precisar explorar outras possibilidades para explicar a origem da massa das partículas elementares, uma vez que o Modelo Padrão da Física de Partículas, em vigor há mais de 30 anos, precisará ser revisto.


Arte: Imagem mostra a simulação do choque entre prótons, com possível detecção do bóson de Higgs. Crédito: CERN, Apolo11.com.







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