Espaço - Ciências - Fenômenos Naturais
Compartilhe! 

Editoria: Meio Ambiente
Terça-feira, 22 mai 2007 - 10h14

Alerta Global: aumenta as emissões de carbono na atmosfera

Em trabalho divulgado na edição de ontem pela Academia Nacional de Ciências dos EUA, pesquisadores do Departamento de Ecologia Global do Instituto Carnegie confirmaram que a razão das emissões globais de CO2, verificadas entre os anos de 2000 e 2004, aumentou três vezes mais que durante toda a década de 1990. Segundo os cientistas, o aumento das emissões passou de 1.1% a 3.1% ao ano.

De acordo com Chris Field, um dos autores do estudo, o crescimento da aceleração se deve em grande parte ao aumento da energia consumida pela crescente atividade econômica, aliada a um aumento da população e da renda per capta mundial.

O estudo também mostra que a intensificação das emissões de carbono constitui um retrocesso na tendência de longo período em busca de formas mais eficientes de geração de energia com menos emissões de carbono.

"Mesmo com todas as evidências científicas de que as emissões de carbono estão afetando seriamente o clima na Terra, não estamos vendo progresso da contenção dessas emissões, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento", explica Field. "Ao contrário, em diversas partes do mundo, estamos caminhando para trás".

O pesquisador também mostra que as atuais emissões globais de CO2, desde 2000, estão crescendo mais rapidamente do que apontado pelo IPCC, Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas. "O crescimento da base energética voltada ao crescimento mundial está definitivamente caminhando na direção errada", sentencia o cientista.

A aceleração das emissões de carbono é maior nas economias em desenvolvimento, particularmente na China, onde reflete diretamente na renda per capta dos habitantes e no produto interno bruto do país. O estudo do Instituto Carnegie divide o mundo entre EUA, União Européia, Japão, as nações da antiga União Soviética, China, Índia e outras três regiões completando o resto do globo.

O estudo aponta que entre 2000 e 2004, os países em desenvolvimento responderam pela maior parte do crescimento das emissões de CO2, com aproximadamente 40%. No ano de 2004, 73% do crescimento global das emissões partiram dos países menos desenvolvidos ou em desenvolvimento, compreendendo 80% da população mundial. No mesmo ano os países desenvolvidos e o antigo bloco soviético contribuíram com 60% do total das emissões.

O estudo enfatiza que o aumento nas emissões de carbono pode ser causado por uma série de fatores, e que a administração das emissões em uma economia crescente requer progressos tanto no sistema de geração de energia voltado às atividades econômicas como no controle mais rígido da poluição. De acordo com Field é necessário desenvolver novas fontes de energia menos poluentes, como a energia solar, eólica ou nuclear.

De acordo com Richard A. Meserve, presidente do Instituto Carnegie, o impacto do dióxido de carbono na nossa atmosfera é o resultado de emissões cumulativas constantes. Segundo ele, o estudo é o sinal que uma ação global urgente se faz necessária para frear essa tendência de crescimento, caso contrário o desafio de reverter as mudanças climáticas provocadas será cada vez mais difícil.

Arte: No topo, poluição gerada por automóveis, a maior das fontes poluidores da nossa atmosfera. Medidas urgentes são necessárias para conter esse tipo de emissão, causada diretamente pela necessidade crescente de transportes. Acima, mapa mostra a quantidade que cada indivíduo produz anualmente de CO2 nos diversos continentes. Pelo mapa vemos que cada brasileiro lança entre 1 e 5 toneladas de CO2 na atmosfera todos os anos.







Apolo11.com - Todos os direitos reservados - 2000 - 2018
Política de Privacidade   |     Termo de Uso e Licenciamento   |  -   Entre em Contato

"Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ningém que não entenda." - Cecília Meireles