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Editoria: Meio Ambiente
Sexta-feira, 9 dez 2005 - 06h25

Brasil pede ajuda internacional para a preservação da Amazônia

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lançou oficialmente nesta quinta-feira a proposta brasileira de apoio financeiro internacional para a preservação da Amazônia, como forma reduzir as emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento.

Em discurso na 11.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 11), em Montreal, Marina cobrou a adoção de “incentivos positivos para os países em desenvolvimento que comprovarem seus esforços de conservação das florestas”. Algo que, segundo ela, o Brasil já está fazendo. “O valor das emissões de gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento já é, hoje, significativo o suficiente para que nos debrucemos sobre esse problema”, disse Marina.

“Isso implica, por parte da comunidade internacional, o reconhecimento de que a conservação das florestas tropicais é importante para o equilíbrio climático do planeta. Por isso, em adição aos esforços que os países em desenvolvimento já têm promovido, é necessário que se avaliem mecanismos pelos quais esses países possam ser incentivados à adoção de medidas nesse sentido.”


Floresta em pé
Quais seriam esses mecanismos e como eles funcionariam é algo que precisará ser negociado. A idéia do Brasil, a princípio, era colocar o tema na pauta de negociações da convenção - que, por enquanto, valoriza apenas projetos de reflorestamento, mas não de manutenção da floresta em pé. “Se você derrubar uma floresta e plantar pinus no lugar dela, consegue ser remunerado. Mas, se mantém a floresta em pé, não”, disse ao Estado o secretário-executivo do ministério, Claudio Langone.

A proposta brasileira soma-se às da Papua Nova Guiné e Costa Rica, que lideram o movimento pela compensação dos serviços ambientais prestados pelas florestas - entre eles, a estabilização do clima. “As florestas da Amazônia contribuem para refrescar o clima e produzir chuva em várias partes do mundo”, diz o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Virgílio Viana, em artigo enviado ao Estado.

Cerca de 75% das emissões brasileiras de dióxido de carbono (CO2), principal gás do efeito estufa, são provenientes do desmatamento na Amazônia. O gás é estocado pela vegetação no processo de fotossíntese, e acaba liberado para a atmosfera quando essa vegetação é cortada ou queimada. Evitar o desmatamento, portanto, seria a maneira mais eficaz de reduzir a contribuição brasileira para o aquecimento do planeta.


Sem adesão americana
A COP 11 deve terminar nesta sexta-feira com o saldo de ter aprovado, definitamente, as regras para o funcionamento do Protocolo de Kyoto, mas sem qualquer avanço na inclusão dos Estados Unidos nas negociações de metas para o segundo período do protocolo, que começa em 2012.

Os americanos mantiveram-se irredutíveis em sua posição de não aceitar qualquer meta compulsória de redução de emissões. O país é responsável por cerca de 25% dos gases do efeito estufa lançados na atmosfera.

Fonte: Agência Estado

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