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ANTICLONE DOS AÇORES, FRIO, CALORÃO NO LITORAL PAULISTA, ETC...

Notícia enviada em 29/12/2009
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Não poucas pessoas estranharam o episódio de frio intenso em boa parte da Europa – afinal se o aquecimento é global, como se explica esse “paradoxo”? De fato, à primeira vista “soa” estranho... Bem, é preciso ressaltar, que as mudanças climáticas, em grande parte, de origem antrópica (humana), estabelecem um desequilíbrio, ou melhor dizendo, uma espécie de “distribuição” irregular das “partes contempladas” pelo calor mais acentuado do que antes. Uma possível explicação (ainda não comprovada), para a onda de frio européia, residiria num tipo de sistema de bloqueio atmosférico, semelhante àqueles tão comuns no Brasil notadamente no inverno (ou mesmo na primavera, em novembro desse ano, quando pouco choveu no estado de São Paulo e fez calor acima da média histórica na capital, em forte contraste à situação de chuvas torrenciais bem acima da média, no Rio Grande do Sul), ocasião em que sistemas frontais trazendo chuva e ar frio, não conseguem, ou se conseguem chegar à região sudeste, o fazem já enfraquecidos e desestruturados, pela atividade de massas de ar quente de alta pressão continentais (anticiclones), que os bloqueiam, restringindo os sistemas frontais ao sul do estado paulista.

Voltando ao caso europeu, provavelmente o anticiclone semi-permanente dos Açores, sistema que muito influencia o clima da Península Ibérica, sobretudo Portugal, no verão, originando calor intenso, pode ter estendido uma “crista” ondulatória até o sul de Portugal e Espanha, formando assim um bloqueio ao ingresso maior do padrão de ventos de noroeste de origem polar, restringindo, pois, a onda de frio e sua fenomenologia (ventos fortes e nevascas) ao resto do continente europeu, especialmente o centro, o norte e o leste, este extremamente influenciado pela continentalidade, em oposição às Ilhas Britânicas, que têm certa amenidade no seu clima, devido às águas mais aquecidas pela Corrente do Golfo (Gulf Stream), cuja origem é o Golfo do México (o que explica o porquê do clima da Escócia e da Inglaterra não serem tão rigorosos na estação fria, quanto o clima de regiões de latitudes próximas, caso de Massachusetts e New York, nos Estados Unidos. Curiosamente, o sul de Portugal, por exemplo, nas cidades de Sines (onde nasceu o famoso navegador Vasco da Gama) e Algarve, o frio não foi nada em comparação ao que já foi exposto, no resto do continente europeu, justamente na suposta região de bloqueio.

Enquanto isso, no sudeste do Brasil, o calor é forte: em Santos, sede da Baixada Santista, litoral paulista, fatores termodinâmicos, tais como as elevadas temperaturas e a alta umidade, associados a um cavado, favorecem pancadas de chuvas por vezes fortes, acompanhadas de descargas elétricas. Ontem (28/12/09), a máxima na minha estação da Vila Belmiro, foi de 34,6ºC, às 13:50. A umidade relativa do ar geralmente alta no litoral, principalmente no verão, mais o forte calor reinante, aliada em menor escala à brisa marinha, que espalha partículas de areia e sal, gera sudorese intensa, portanto desconforto térmico considerável. Canais de umidade formados por frentes frias estacionárias no sudeste, acopladas à descida de umidade amazônica (é a época do “inverno” no norte, embora o norte da região norte esteja mais seco devido ao El Niño), são prognosticadas para este janeiro que se avizinha.... No momento, às 00:32 dessa madrugada de 29/12/09, temperatura em 26ºC, umidade relativa do ar em 84%, céu com boa cobertura de nuvens altas, certa turbulência atmosférica, razoável visibilidade e transparência, fatores registrados na estação da Vila Belmiro. Há sensação de abafamento devido à calmaria.

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