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Aphartheid climático entre o litoral e o planalto paulista!!!

Notícia enviada em 08/10/2011
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Conforme havia comentado em meu reporte anterior, o ENTRECHOQUE, evento climático caracterizado pelo encontro de duas massas de ar com características diversas (uma massa de ar aquecida e seca e outra relativamente fria e úmida), que foi marcante neste inverno na Baixada Santista, sendo o mais intenso dos últimos vinte anos (desde quando iniciei os estudos, observações e monitoramento meteorológico e clímático da região), volta ao litoral paulista. O ENTRECHOQUE é um fenômeno que causa dias de céu nublado ou encoberto, com temperaturas amenas entre 20ºC e 23ºC, umidade relativa alta entre 80% e 90% em média, podendo atingir praticamente 100% quando há nevoeiro. E não foram poucos dias de entrechoque na Baixada Santista. Nesse mesmo período, bastava subir a Serra do Mar, para que as nuvens baixas fossem paulatinamente se dissipando, até que na altura da cidade de Diadema no planalto paulista, o céu estava claro com Sol forte, temperaturas entre 25ºC e 30ºC e umidade relativa muito baixa, entre 20% e 30% em média. Essa situação climática pode ocorrer normalmente, pois as águas superficiais do oceano estão na sua mais baixa temperatura no inverno e as massas de ar quente e seco do interior do continente no seu auge, invadindo o interior paulista e Grande São Paulo. No entanto, tenho observado que nos últimos 10 anos, uma descompensação climática tem se intensificado entre o litoral, o interior e até mesmo o planalto paulista, onde se situa a capital e a Grande São Paulo. Lugares tão próximos entre si como a Baixada e o Planalto verificam por meio dessa descompensação, um verdadeiro “aphartheid” ou abismo climático. O desmatamento, a crescente impermeabilização do solo e as conseqüentes “ilhas de calor”, constituem um tipo de mudança climática local. Some-se a isto, a mudança climática global e temos cidades que naturalmente pela topografia e altitude deveriam permanecer com clima relativamente ameno. Já, a Baixada, região histórica e habitualmente mais quente do que o Planalto, não tem sofrido ainda tanto essa degradação urbano-ambiental que vive o Planalto, além do que está localizada nas adjacências do Oceano Atlântico, onde a advecção de umidade do oceano é preponderante. Portanto, nesses últimos dez anos, observo que as massas de ar continentais quentes e secas conjuntamente com a ação das águas frias do oceano têm criado inúmeros bloqueios atmosféricos tanto no espaço quanto no tempo entre regiões tão próximas como a Baixada Santista e o Planalto paulista, configurando verdadeiros “aphartheids ou abismos climáticos”.

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