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Brisa marinha vira calmaria na Baixada Santista!!!

Notícia enviada em 27/02/2011
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
A ",muralha", de edifícios que por um lado, enfeitam a orla da cidade de Santos, há décadas privam, por outro lado, os bairros mais internos da cidade, dos benefícios refrescantes e confortantes da brisa marinha que sopra preferencialmente durante o dia no litoral. Embora naturalmente, a brisa marinha no litoral paulista não seja ostensiva e quase constante como é no litoral nordestino, que se privilegiam dos benefícios dos ventos alísios de sudeste, exemplo típico em Natal, Rio Grande do Norte, famosa pelo transporte de areia, que se acumula em dunas, que mais parecem pela altura, com colinas ou pequenos morros....

Além da deficiência natural da não-regularidade da brisa, mais o bloqueio por parte da ",muralha", de edifícios em Santos, some-se a este desconforto climatológico, a umidade relativa do ar muito alta, que causa elevados índices de calor (sensação térmica). E o problema agrava-se com o esgotamento da área territorial da cidade, onde as novas construções são predominantemente verticais (edifícios altos com 25 andares ou mais), exceção são as casas sobrepostas, embora geralmente sejam na verdade, reconstruções de casas antigas. E com a corrida pré-sal, Santos se vê por um lado, beneficiada pela indústria de petróleo e gás e por outro lado, prejudicada por esses ",espigões", enormes, que podem, caso não haja estudos sérios de panejamento ambiental, esgostar o solo arenoso da cidade, numa apertada área urbana estabelecida sobre uma ilha (Ilha de São Vicente). A quantidade de água subterrânea, sobretuda salobra, fruto da mistura da infiltração da água do mar, retirada pelas obras civis para assentar as fundações, é muito grande...

Talvez, uma solução para essa falta de espaço em Santos, seria urbanizar parte da área continental da cidade, muito maior que a área insular, porém há dois ",entraves", para a ocupação dese imenso território: boa parte dessa área é destinada à preservação ambiental (que deve ser respeitada) e à criação de búfalos (sim, em pleno litoral, poucos sabem que há fazendas de gado em Santos) e não há sequer uma ponte ligando a área urbana extremamente urbanizada (onde há ",ilhas de calor",, semelhantes as das grandes metrópoles), dificultando de fato uma possível ocupação do continente.

Voltando ao caso da brisa, felizmente o novo plano diretor da cidade de Santos, prevê no projeto arquitetônico, a inclusão de aberturas nos novos espigões, que permitam a passagem da brisa e assim, amenizando o problema do conforto climatológico dos bairros internos da cidade. Assim esperamos!!

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