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Chuvas Intensas no Litoral Paulista

Notícia enviada em 27/02/2009
por Rodolfo Bonafim - /XX
Muita chuva na Baixada Santista

O calor intenso dos últimos dias, (máxima de 35,5ºC, em Santos, dia 23 deste) que trouxe inúmeros turistas neste carnaval, deu uma “trégua” na Baixada Santista. Causa: a formação rápida de uma onda frontal entre o litoral do Uruguai e o do Rio Grande do Sul, avançou até o nosso litoral e no encontro com áreas de instabilidade continentais, causaram chuvas por vezes intensas acompanhadas de raios. Esse “choque” foi o motivo de ter chovido forte no litoral - houve então uma potencialização do evento. Guarujá, foi uma das cidades mais atingidas, atée com queda de barreiras. De acordo com a estação meteorológica automática situada no alto de um edifício na Praia das Pitangueiras, choveu cerca de 133 milímetros, o que é muito para um dia somente, praticamente a metade do volume médio para o mês de fevereiro. Monguaguá, Itanhaém e Peruíbe, foram outras cidades que sofreram bastante com as chuvas na reg

ião, bem como Jacupiranga e Cajati, no Vale do Ribeira. Em compensação, em Praia Grande, de acordo com a estação meteorológica da Vila Tupiry, o volume foi pouco menos da metade do acumulado em Guarujá (Praia das Pitangueiras) – cerca de 62 milímetros... Em Santos, também ocorreram pancadas de chuva fortes, mas não foram registradas ocorrências. O fato de Guarujá e Mongaguá terem sido mais atingidas, foi possivelmente, por conta da direção e intensidade dos ventos, que pode ser determinante no sentido de um lugar ser mais atingido por temporais ou não. Podemos lembrar do temporal do dia 14 de janeiro deste ano, que atingiu Santos mais do que as cidades vizinhas, tanto na intensidade da chuva, que até teve alguns minutos de queda de granizo, como na velocidade do vento. Curiosamente, naquele dia dentro da mesma cidade, os bairros centrais foram os que mais sofreram – já na orla da praia, a ação da chuva e do vento foi menor.

Por fim, a título de ilustração

e aprofundamento, a umidade que normalmente “desce” da Amazônia até a região sudeste, tem enfraquecido nos últimos dez anos, devido à devastação da Floresta Amazônica. Como consequência, as típicas chuvas de varão ficaram mais escassas aqui na Baixada Santista. Mas, neste verão, as chuvas fortes com descargas elétricas na nossa região, foram causadas por encontros de massas de ar costeiras com continentais, eventos raros para a época do ano – tivemos no início de 2009, ventos de até 70 Km/h em nossas praias e ressaca, com a chegada de um ciclone subtropical, fenômeno meteorológico típico de mudança de estação, por exemplo, do verão para o outono. A bem possível causa, é a mudança climática provocada pelo aquecimento global, que aumenta a temperatura da superfície do oceano, que por sua vez transfere o calor adicional à atmosfera. Por outro lado, a capital paulista continua no verão com alaganmentos frwquentes, nem tanto pela umidade amazônica, cada ano mais fraca, e sim dev

ido às ilhas de calor” (muitas edificações, impermeabilização do solo, desmatamanto no entorno de mananciais de água, poluição atmosférica que altera a composição química das nuvens, etc), que aquecem o ar próximo do solo muito rapidamente, trazendo transtornos à população na forma de chuvas torrenciais e os temíveis raios, que de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, fazem de São Caetano do Sul, a “campeã” na quantidade de descargas elétricas atmosféricas no estado de São Paulo, cidade que se situa justamente na região metropolitana de São Paulo. E a previsão ainda é de pancadas de chuvas, por vezes fortes, para amanhã, dia 27 de Fevereiro.

Fonte: Rodolfo Bonafim – professor de Física e Astronomia, consultor científico da ONG Amigos da Água

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