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Começo de inverno na Baixada Santista lembra inverno de 1988

Notícia enviada em 27/06/2016
por Rodolfo Bonaifm - São Paulo/SP
Situação climática complicada na Baixada Santista!

Se dizer que o frio foi rigoroso neste final de outono e começo de inverno 2016, então, podemos confirmar que o clima está complicado mesmo na Baixada Santista!

Então, vamos, pois, aos comentários. Antes de mais nada, devido ao enfraquecimento do fenômeno El Niño, já estava previsto meses atrás que as águas do Oceano Pacífico estariam em meados de junho, em estado de neutralidade, ou seja, a temperatura superficial da água deste oceano estaria nem acima, nem abaixo da média. E o que isto traz como efeito? Bem, um inverno também dentro da média, com temperaturas máximas e mínimas situadas na média histórica, o que por si só, acarreta na ocorrência de um inverno mais intenso do que os de 2015 e de 2016, invernos esses, tidos como “amenos”. Até aí, nada demais. Porém, no finalzinho de abril/começo de maio, tivemos uma forte onda de frio (massa de ar polar de alta pressão), não prevista quanto à intensidade, atípica para aquela época. E depois dela, com alguns brevíssimos intervalos de períodos menos frios, outras massas polares menos fortes (mas em nada desprezíveis) atingiram a região da Baixada Santista até o final daquele mês. Além do frio como marca característica, o destaque foi também para a grande quantidade de chuvas não somente na Baixada, mas também em outras regiões paulistas como a região metropolitana da capital. Santos, de acordo com os pluviômetros convencional e digital da Estação meteorológica da ONG Amigos da Água, maio fechou com 224 milímetros de chuva por metro quadrado, índice de 55% acima da média. E aí, desde o começo deste junho de 2016, até o momento deste texto (27/06), não importa se os dias fossem chuvosos, ensolarados, nublados, com nevoeiro, etc - todos sem exceção, foram dias com baixas temperaturas (máximas ou mínimas, ou ambas), o que de acordo com nossas retropesquisas, podemos dizer que até agora, o inverno de 2016, se assemelha muito ao inverno de 1988, ou seja, de 28 anos atrás! Ocorre, que além da onda de frio excepcional de finalzinho de abril/começo de maio, outra massa de ar polar anômala e ainda mais forte do que a primeira, invadiu nossa região há 15 dias atrás, determinando mínimas de até 10,2ºC na Estação da ONG Amigos da Água e de 6ºC na Base Aérea. Praticamente em todo o mês de junho, não houve sequer um curtíssimo intervalo de temperaturas amenas. Com uma sucessão de frentes frias e massas polares, o resfriamento da atmosfera foi tal, juntamente com o elevado aporte de umidade proporcionada pela infiltração marinha (ventos úmidos do mar que formam nuvens baixas, as “estratos”), que a temperatura superficial das águas da nossa costa, resfriaram quase ao nível de resfriamento só observado em final de julho e começo de agosto em anos de típicos invernos. Resultado imediato: mesmo depois de vários dias a partir da dissipação da massa de ar polar, o frio, embora menos intenso, ainda é bem sentido na região, agora mais na forma de temperaturas máximas baixas, pois até o momento, a maior temperatura máxima só atingiu 23ºC em Santos, somente em três dias de junho! E o que chama também muito a nossa atenção, é a ocorrência de densos nevoeiros de mar, geralmente formados em final de julho/começo de agosto, quando a temperatura superficial da água do mar em nossa costa, é a mais baixa do ano e no interior, como as terras se aquecem mais rapidamente do que as águas do litoral, ventos mais aquecidos e secos do continente, ao entrarem em contato com a lâmina superficial do mar, entram em condensação, criando aqueles nevoeiros que de tão densos e persistentes (alguns duram quase o dia todo), paralisam o tráfego de embarcações no Canal do Estuário de Santos e do Canal de Bertioga. Portanto, estamos presenciando e vivenciando a antecipação de certos eventos climáticos. Neste final de junho, já existe um pequeno influxo de ar aquecido e seco do interior do continente, que já traz temperaturas agradáveis em torno dos 27ºC/28ºC para diversas cidades do interior paulista – caso de Araraquara, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, entre outras e que no decorrer desta semana até sexta-feira, poderão contar com máximas na faixa dos 30ºC ou mais, devido a esse influxo de ar aquecido e seco. Porém, como praticamente o El Niño já se desfez e as águas do Pacífico estão na fase de neutralidade, poderá ser preciso entrada de uma massa de ar quente e seca de forte intensidade para romper com esse domínio da infiltração marinha na Baixada Santista e dessa forma, favorecer dias mais ensolarados e de temperaturas máximas na casa dos 25ºC aos 27ºC na Baixada Santista. Caso não entre esse ar quente e seco mais forte, na região poderá haver a continuidade desse estado de ar úmido e frio estagnado, ou seja, com máximas na faixa dos 19ºC aos 22ºC e mínimas relativamente não muito baixas (entre os 15ºC e 18ºC), com dias de pouco Sol ou somente mormaço leve, muita nebulosidade, névoa e nevoeiros. E isso, enquanto não houver entrada de nova frente fria e respectiva massa polar, pois aí, seria a pior das hipóteses, por que faria mais frio ainda na Baixada Santista. Esta seria a explicação do porquê da Baixada estar numa situação climática complicada – nem tanto pela volta de mínimas de 10ºC ou menos (dependendo do local da região), mas pelo “simples fato”, de continuarmos com máximas que não passam do patamar dos 22ºC e de muita umidade no ar e também de ventos de sul e sudoeste da direção do mar, cujas velocidades, na orla, determinam sensação térmica de até 6ºC a menos que a temperatura real do ar......

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