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Contrastes do clima na Amazônia

Notícia enviada em 26/02/2007
por Daniel Panobianco - Ji-Paraná/RO
Enquanto a maioria dos rios no Acre e em Rondônia estão no limite para enchentes, o norte do Amazonas sofre com a estiagem prolongada.

O “inverno amazônico” deste ano está apresentando padrões muito diferentes do que os Institutos de Meteorologia colocaram até então nos seus modelos e gráficos da climatologia esperada para o período. A chuva cai de forma intermitente em diversos municípios de Rondônia e Acre, mas custa a encher os rios no norte do Amazonas e em Roraima, que normalmente enfrentam períodos de estiagem nessa época do ano.

No Acre a cheia do rio Acre na capital Rio Branco preocupa moradores e autoridades. Hoje cedo, o nível marcava 13,20 metros, cerca de 6 metros acima do normal. Milhares de famílias ainda correm o risco de ficarem desabrigadas devido as fortes chuvas que ainda desabam na fronteira com a Bolívia.

Em Rondônia a preocupação se restringe aos rios Machado, desde Pimenta Bueno até Ji-Paraná, o rio Guaporé em Costa Marques, na fronteira com a Bolívia, o rio Jamarí em Ariquemes e o rio Madeira em Porto Velho. Todos estão sendo monitorados e seus riscos de vazão intensa aumentam conforme o volume de chuvas na região, que deram uma trégua no final de semana. Chove forte, mas em pontos muito localizados e em uma pequena área de abrangência, não são chuvas contínuas de larga escala como em janeiro. Ainda há riscos de enchentes em Ji-Paraná, Ariquemes e Porto Velho até abril, quando normalmente as chuvas torrenciais cessam. Os rios este ano estão confundindo muito e de certa forma atrapalhando o monitoramento, como o Machado em Ji-Paraná, por exemplo, que apresenta o “efeito sanfona”. Na mesma hora em que o nível está no padrão aceitável de segurança, sobe em questão de horas para marcas assustadoras invadindo milhares de residências. Este padrão vai continuar até abril, isso porque as chuvas estão intensas em pontos isolados. Uma única tempestade que desaba no leito do rio é capaz de provocar a elevação espontânea e rápida, mas tão logo as águas voltam ao normal devido a forte correnteza.

No Amazonas ocorre o inverso. A comunidade de Santa Isabel ao leito no rio Negro, já sofre os efeitos da seca na região. Antes, uma viagem de Manaus e Santa Rita que demorava de dois a três dias, agora leva uma semana inteira. Mercadorias diversas dentre elas alimentos, já começam a faltar na região. A usina termoelétrica está com os dias contados para a geração de energia, pois, com a seca e baixa total do nível do rio Negro, as balsas que transportam combustível já não conseguem mais chegar até a comunidade.

Milhares de peixes repetem a terrível cena vista em setembro de 2005, quando ocorreu a pior seca já vista e documentada na Amazônia. Lagos estão totalmente secos, rios, riachos e córregos minguam a míseros fios d’ água que escorrem leito abaixo. A situação é desoladora rio acima entre a cidade de São Gabriel da Cachoeira e o Parque Nacional do Pico da Neblina. Muitos rios já estão secos.

Em Roraima a situação se agrava a cada dia com a estiagem. Praticamente todos os pontos do Estado estão com focos de queimadas e a fumaça toma conta da região. Por várias vezes, o aeroporto internacional de Boa Vista esteve fechado devido a total falta de visibilidade ocasionada pela intensa fumaça das queimadas.

Ainda estamos no mês de fevereiro partindo para março. A seca no ano de 2005 se agravou em setembro! Muita coisa ainda vem por ai em 2007!

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