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Descoberta vida na troposfera!

Notícia enviada em 04/02/2013
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Troposfera é o estrato da atmosfera no qual vivemos e respiramos. Praticamente é o ar que nos envolve e vai desde o nível do mar até 15 mil metros de altitude aproximadamente e é nela que ocorrem os fenômenos meteorológicos e a poluição do ar. Os aviões de transporte de cargas e passageiros voam neste estrato.

As temperaturas na troposfera podem variar de 40°C até –60°C!

Para fins meteorológicos, pode ser dividida em campos de pressão, como o nível da superfície, 850 milibares ou 850 hPa*, (nível baixo), 500 milibares ou 500 hPa (nível médio) e 250 milibares ou 250 hPa, (nível alto), lembrando que quanto mais alto, menor a pressão atmosférica. Essa classificação funciona bem para caracterizar a dinâmica de sistemas frontais, massas de ar de alta pressão (anticiclone), massas de ar de baixa pressão (ciclones), cavados (áreas alongadas de baixa pressão), de interesse à previsão do tempo.

Como regra básica, quanto mais elevado o nível da troposfera, menor a temperatura, mas, há um ponto troposférico onde esta tendência muda: é a tropopausa,onde a temperatura na atmosfera é mínima. Este é um ponto onde o ar ascendente aquecido não pode ir mais alto, já que o ar acima é mais quente e mais leve, portanto há uma inversão térmica. Por esta razão é difícil para a água (nuvens) e para os compostos químicos atravessarem esta barreira invisível da temperatura na tropopausa. Sendo assim, a maior parte das alterações meteorológicas ocorrem na troposfera. Se a água não pode ir mais acima da troposfera, as nuvens também não podem formar-se em estratos atmosféricos mais elevados, uma vez que as nuvens são constituídas por gotas d',água!

Isto tudo posto, como nos níveis mais altos da troposfera há pouco oxigênio, baixíssimas temperaturas e incidência de radiações solares intensas, as chances de haver vida eram mínimas. Bem, até pesquisadores norte-americanos recolherem amostras entre os 8 e 15 mil metros acima do nível do mar, sendo que tais amostras foram analisadas com técnicas de sequenciamento genético.

O resultado foi surpreendente: muitos microrganismos encontrados! O sequenciamento genético revelou que 20% das partículas detectadas, com tamanhos entre 0,25 e um micrômetro de diâmetro, eram células bacterianas vivas!

As amostras foram recolhidas em 2010, a bordo de um avião DC-8, antes, durante e depois de dois grandes furacões no oceano Atlântico, Earl and Karl. A finalidade destes estudos, em princípio era

estudar as massas de ar associadas às tempestades tropicais.

Segundo o pesquisador Kostas Konstantinidis do Instituto de Tecnologia da Georgia nos Estados Unidos, parece existir alguma diversidade de espécies, entre muitas espécies de bactérias e algumas de fungos também, no entanto, nem todas as espécies conseguem sobreviver na parte mais alta da troposfera.

Esses microrganismos (bactérias e fungos) podem ter impacto na formação das nuvens, pois na ausência de poeira ou outros materiais capazes de fornecer núcleos para a formação de gelo, o fato de haver por perto até mesmo um pequeno número desses microrganismos poderia facilitar a formação de gelo à elevadas altitudes e atrair a umidade ambiente, de acordo com Athanasios Nenes, co-autor desses estudos. Inclusive explicar melhor a formação de nuvens nacaradas em latitudes médias, tema que reportarei em breve... “Se tiverem o tamanho certo para formar gelo, poderão afetar as nuvens ao seu redor”, afirma o pesquisador.

Ainda, no futuro, os cientistas norte-americanos querem avaliar o impacto dessas bactérias na disseminação de doenças a grande distância e descobrir se as bactérias desempenham ou não funções metabólicas na troposfera, uma vez que pode haver proliferação microbiana ativa nas nuvens...

Por fim, de repente, grande parte das partículas da atmosfera, que julgaríamos ser aerossóis ou sal marinho, na verdade, poderiam mesmo ser bactérias.

Este estudo reascende e pode reafirmar que a vida é um processo tão complexo, que ainda revela, que nós seres humanos ainda engatinhamos na análise da sua compreensão.... Formas de vida anaeróbicas (que não dependem de oxigênio), existem nas fossas marinhas, onde fontes de calor termais originadas de vulcões submarinos, como aqueles que ocorrem nas profundezas da Cadeia Meso-atlântica (cadeia montanhosa no meio do Atlântico), sustentam essas formas de vida primitivas. A Exobiologia se favorece desses estudos na tentativa de procurar e provar quiçá finalmente um dia, que a vida pode se desenvolver mesmo nos mais inóspitos ambientes como os da alta troposfera ou nos recônditos subsolos do planeta Marte!!!

Fonte da imagem anexa: Revista Eletrônica de Ciências do CDCC-USP - Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo.

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