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EXCLUSIVO: Nova tragédia amazônica: água começa a desaparecer dos rios

Notícia enviada em 07/07/2007
por Carlos Sperança/Sérgio Arruda - Porto Velho/RO
Já temos fortes indícios em Rondônia, e até evidências de impacto sinalizando – como a sensível baixa do nível das águas no Rio Madeira e o aprofundamento dos poços caseiros na região de Porto Velho – para uma reedição da tragédia da seca amazônica de 2005, com graves conseqüências para o ecossistema regional. O mesmo panorama ocorre na região central do Estado, com o Rio Machado descendo rapidamente na altura de Ji-Paraná e também no Rio Mamoré na divisa com a Bolívia, em Guajará Mirim.

Em 2005, como se recorda, muitos rios acabaram secando em Rondônia, Acre e Amazonas, prejudicando a navegação, gerando sérios problemas de abastecimento de água em cidades da região, além da matança de peixes, da fome que se alastrou, e do isolamento de dezenas de localidades ribeirinhas por conta do desaparecimento dos rios e igarapés. Os sinais de um novo desastre já vão se acumulando nesta época do ano em Rondônia, Acre e no Amazonas.

Ao longo do Rio Madeira, que já baixou seis metros, a navegação está ficando crítica. O balseiro Júlio Celso Ferreira de Souza, afirma que encontrou dificuldades na passagem na localidade de Aliança, zona ribeirinha de Porto Velho. Com 16 anos de navegação entre Manaus-Porto Velho, o balseiro Valmir do Nascimento Ferreira, que atracou ontem no porto da capital rondoniense, procedente do Amazonas, prevê um ano extremamente difícil para a navegação e aponta quatro pontos críticos para as embarcações manobrarem ao longo do Rio Madeira:

1- A passagem na região do Papagaio

2 – A navegação na altura de Aliança

3 – Passagem das embarcações na localidade de

Tamanduá

4 – É difícil a passagem de embarcações na região ribeirinha de São Miguel.

Ambos afirmam que tudo o que está ocorrendo já é efeito da antecipação da seca neste ano. A Marinha informou hoje (07) que o Rio Madeira desce rapidamente, já que a régua apontava um nível de 14m em 24 de maio e hoje já esta cravando 8,48. Na fronteira com a Bolívia, a queda no nível das águas do Rio Mamoré, que divide as cidades de Guajará- Mirim (Brasil) e Guairámirim (Bolívia), está assustando a população da fronteira. O agente turístico Marcos Antônio do Nascimento também relata que o afluente do Rio Madeira, Ribeirão, na altura do município de Nova Mamoré, desceu perigosamente nos últimos dias. O que ele mais estranha é que ainda em dia 15 de junho o Rio estava cheio. “Parece que passaram uma esponja no Rio Mamoré”, reclama.

Em Rondônia, na região central do estado, a estiagem já chega a 60 dias, como revela o atento mago ambientalista regional, Daniel Panobianco. Ele é a maior referencia do estado em questões meteorológicas e ambientalistas.

Em toda Amazônia os rios já estão secando rapidamente, indicando uma nova catástrofe em 2007, agravadas pelo assoreamento. No caso rondoniense, Daniel Panobianco, cita o caso do Rio Machado que neste mês de julho deveria estar com o nível das águas cravando 7,50 m, e que já despencou para 4,36 m. No Madeirão, como é carinhosamente conhecido o Rio Madeira, que banha a cidade de Porto Velho, também já são bem visíveis as conseqüências da estiagem que castiga a região Norte. Com o se vê, uma nova catástrofe ambiental se aproxima, demonstrando nitidamente as alterações climáticas na Amazônia provocadas pelo avanço da fronteira agrícola na região, onde as pastagens substituem as florestas e o plantio da soja continua avançando. Milhares de hectares, nos últimos dias estão agravando a situação.

Autor Carlos Sperança/Sérgio Arruda - Gentedeopinião

Fonte: www.acriticaderondonia.com.br

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