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E aí vem as Eta Aquáridas

Notícia enviada em 05/05/2014
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Os termos Eta Aquáridas ou Eta Aquarídeos são sinônimos e designam o mesmo fenômeno: uma ",chuva de meteoros",. Mas, o que vem a ser isso? Em primeiro lugar, meteoros é o nome correto para aquilo que ainda muitos chamam de ",estrela cadente",. Em consequência disso, meteoros nada tem a ver com estrelas...

Meteoro, na verdade é um fenômeno que ocorre na atmosfera da Terra, fruto da interação entre fragmentos de rochas que vem do espaço e a própria atmosfera, criando traços luminosos no céu. alguns desses fragmentos produzem os bólidos, bolas de fogo geradoras de verdadeiros espetáculos luminosos no céu....

Tamanhos dos meteoros

Variam desde poucos milímetros (dimensões de uma ervilha) até metros. A esmagadora maior parte deles são minúsculos.

Origem dos meteoros

A Terra em sua ",viagem", pela nossa galáxia - a Via Láctea, em seus movimentos diários de rotação (ao redor de si mesma) e anual (em torno do Sol), depara-se com esteiras de resíduos de rochas oriundas do fruto da desintegração de cometas ou de parte do material cometário, por ocasião da maior aproximação destes astros (os cometas) em relação ao Sol! Alguns poucos resíduos também podem ser de asteróides. E este ",encontro", da Terra com estes fragmentos é diária. Para nossa ",sorte",, a nossa atmosfera atua como um tipo de freio e bloqueio, pois a maior parte desse material que vaga pelo espaço ao entrar na atmosfera da Terra, torna-se incandescente e nem chega ao solo. Pode-se dizer que nosso planeta é ",bombardeado", por estes resíduos espaciais todos os dias e, nem percebemos isto! E a chuva meteórica, consiste nada mais do que fragmentos passando pelo céu em grande número por hora em relação a meteoros esporádicos.

Meteoróides, meteoros e meteoritos

Muitos perguntam se os termos acima designam fenômenos astronômicos distintos. A resposta é fundamentalmente, não! O fenômeno é o mesmo, porém, o termo meteoróide é reservado aos fragmentos espaciais quando ainda não entraram em contato com a atmosfera terrestre. Já, meteoro é o objeto interagindo com a atmosfera e por fim, meteorito é o objeto que conseguiu alcançar o solo. São exemplos de meteoritos notáveis: o que gerou a Cratera Barringer no estado norte-americano do Arizona, com pouco mais de um quilômetro de diâmetro e quase 200 metros de profundidade. O meteorito que causou todo esse ",estrago",, deve ter tido aproximadamente 50 metros de profundidade! No Brasil, temos o famoso ",Meteorito de Bendengó",, que caiu na Bahia no século XIX. Tal rocha espacial tem dimensões de 2,20m x 1,45m x 58 cm, e massa de 5.360 quilogramas.

Como observar a ",Chuva de Meteoros", Eta Aquáridas na capital paulista e na Baixada Santista

Bem, as condições atmosféricas para observação desse fenômeno, apesar das fortes instabilidades ocorridas especialmente no feriado do dia 01 de maio de 2014, quando uma ventania com rajadas de até 80Km/h foram registradas na Base Aérea de Santos, localizada no Guarujá, que provocaram a queda de diversas árvores sendo algumas de grande porte nos municípios de Santos e Cubatão, é favorável, pois estamos sob a atuação de uma massa de ar de alta pressão que garante boas condições de tempo até pelo menos quarta-feira próxima, dia 07 de maio.

Mas, não basta bom tempo para se avistar essa chuva meteórica, pois é preciso que o observador esteja situado em local onde há poucas edificações ou edificações de pequena altura, para que não haja encobrimento de boa parte do céu. O ideal seria lugar descampado, mas em vista do fator segurança, é bom não arriscar e procurar lugares altos e seguros como terraços de casas e edifícios!

Outro dado, é que você precisa olhar na direção da Constelação de Aquário, pois aparentemente é de lá que provêm os meteoros. Na verdade, é um ponto imaginário chamado radiante que parece ser a origem dos meteoros, o qual não passa de uma questão de perspectiva. Mas, para facilitar um pouco essa tarefa, em anexo, envio uma carta celeste com a posição da constelação de Aquário no céu. Difícil? Até que não, no entanto, se mesmo assim houver dificuldade, basta olhar pelo menos na direção do leste, onde nasce o Sol, aproximadamente.

Quando observar?

O ideal será na madrugada do dia 05 de maio para o dia 06 de maio, quando haverá o pico ou o máximo dessa chuva meteórica, pois segundo previsões, poderemos ter o avistamento de até 60 meteoros por hora! Mas, deixo claro, que isso dependerá fortemente das condições de iluminação pública do local de observação e qualidade do céu (um céu com boa transparência sem névoa é o ideal).

Fora estas recomendações, desejo a todos, boas observações!

Rodolfo Bonafim

Diretor Científico da ONG Amigos da Água

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