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El Niño parece ter sido esquecido

Notícia enviada em 12/01/2015
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
O El Niño parece ter sido esquecido ou ignorado por parte da comunidade meteorológica. Alguns apregoaram (NASA) que ele (El Niño) em processo de formação no início do outono de 2014 (ano passado), poderia ser tão intenso quanto o episódio entre 1997 e 1998 (o mais intenso do século XX) - aí ele seria considerado El Niño ",Clássico",, pois o padrão (bolsões de águas mais aquecidas) de anomalias de temperatura superficial do ar era muito semelhante ao de 1997/1998). Logo depois, alguns outros insistiram em afirmar que as Ondas Kelvin (que traz da Ásia para o Pacífico Sul-americano, volume de águas quentes), tinha reduzido o fluxo e que teríamos a configuração de um El Niño Modoki, ou seja, um episódio de fraca intensidade na primavera de 2014. Já outros, em seguida, disseram que as anomalias de temperaturas da água não era suficiente nem para configurar um El Niño Modoki... Mas, ele pode estar aí sim, neste início de 2015, agindo de forma subjacente, e bloqueando frentes frias (e consequentemente não propiciando a formação de zonas de convergência de umidade, causadoras de chuvas persistentes por dias a fio), pois apesar de que a imensa e intensa bolha de ar quente que se formou desde final de dezembro de 2013 até cerca de 15 de fevereiro de 2014, devido a um posicionamento anômalo do sistema de Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul, mesmo que tínhamos naquela época um padrão de neutralidade (sem anomalias de temperaturas da água superficial do mar, no caso no Atlântico Sul), em alguns pontos e em outros, temperaturas da água mais baixas (provocando pouca evaporação), esta (a bolha de ar quente gigante) causou temperaturas extremas do ar e estiagem em pleno mês de janeiro!

Agora em 2015, não temos o padrão de águas mais frias ou neutras no Atlântico Sul, o que em princípio prognosticou que o padrão de 2014 de calor extremo e alta estiagem não se repetiria (em termos de probabilidade, baixa), mas ocorre que temos esse El Niño mais fraco (Modoki), agindo de forma subjacente, que pode, entre outros fatores, contribuir para uma média de chuva no estado de São Paulo, abaixo da normal climatológica em Janeiro, inclusive na Baixada Santista! Mas, é bom ressaltar, que apesar de tudo, a capital e a Grande São Paulo mesmo não tendo chuvas mais regulares e persistentes neste início de 2015, estão ",sofrendo", a incidência de chuvas de varão de final de tarde, até com pontos de alagamentos, ventos e raios, coisa que em janeiro de 2014, nem isso ocorreu... Quanto à Baixada Santista, chuvas de trovoadas de verão são mais raras, por que aqui temos a ação da brisa marinha, que pode dissipar e espalhar as cúmulos-nimbos (nuvens de trovoadas). Chuvas mesmo na Baixada em janeiro, são provocadas sobretudo pelo choque de frentes frias com as bolhas de ar quente, aí sim, podendo acontecer trovoadas fortes, ventanias e muita chuva... As chuvas da Baixada Santista de verão, dependem mais de acoplamentos de frentes com canais de umidade amazônicos (zonas de convergência de umidade), algo que ainda não ocorreu devido ao bloqueio atmosférico no campo de geopotencial em nível 500 milibares de pressão do ar, ou, cerca de 4000 a 6000 metros de altitude em relação ao nível do mar.

Imagem anexa do satélite meteorológico GOES 13, no canal infravermelho. Destaque para o bloqueio que não permite a entrada de frentes frias na Região Sudeste.

Rodolfo Bonafim

Diretor Científico da ONG Amigos da Água

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