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Fim do mundo: apocalipse da água e a era da cibernética?

Notícia enviada em 22/12/2012
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Muitos de nós cogitam desde tempos imemoriais ou ancestrais a chegada do fim do mundo.

Na verdade, é um temor ancestral, pois nossos antepassados das cavernas devido ao não-conhecimento das leis físicas ou naturais, um simples relâmpago (para nós hoje) era sinal de medo.

As estrelas eram ",interpretadas", como fogueiras acesas por outras tribos distantes... A Via-láctea, que representava o ",Caminho do Leite", para os antigos romanos ou o leite derramado pela deusa Hera do panteão grego, significa, (estou usando o verbo significar no presente) por exemplo, para povos primitivos que até hoje habitam a Namíbia na África - a coluna vertebral de um antílope....

Já os nossos índios da tribo Tembé olhavam para a Via-láctea e relacionavam as constelações aos ciclos das cheias e secas. Para esses índios, esses ciclos eram como as estações do ano que apareciam refletidas no céu. Por isso, eles chamavam a Via-láctea de Tapirapé, o ",Caminho da Anta",.

E assim por diante...

Tudo isso construiu mitos e mitologias, para mais tarde surgirem as religiões. Aliás, o termo religião, significa religar-se ao criador.

A Filosofia teve papel fundamental para a construção da civilização grega.

E bem depois... a ciência, com Francis Bacon e Galileu Galilei, seus primeiros preletores...

Pensamos um dia que a Terra era o centro do universo, para mais tarde acharmos que era o Sol, o centro. Nada disso, tal privilégio de estar no centro de tudo foi ocupado posteriormente pela nossa galáxia - a Via-láctea...

Mas, ",quando tudo parecia solucionado",, vem Hubble com a expansão das galáxias, demonstrando que aquelas nebulosas chamadas pelo filósofo alemão Kant de ",universos-ilhas",, não passavam de outras galáxias semelhantes a nossa. Portanto, se nem a Via-láctea, galáxia-lar, não é o centro do universo, quer dizer que não passamos de uma civilização obscura, escondida por um Sol de tamanho de médio a pequeno, perdido entre cerca de outros 200 bilhões de sóis da nossa galáxia!!!

Diante de nossa pequenez diante de tudo, nada mais normal, termos receio, medo ou até pavor, pois as perguntas fundamentais da existência, apesar de tantos esforços por tantos milênios, ainda não foram respondidas!! Há grupos de acadêmicos que cogitam a hipótese que de fato, a vida na Terra poderia ser uma exceção no universo e daí, a humanidade estaria totalmente solitária no universo, mesmo com tanta probabilidade apontando para a existência de outras formas de vida, quiçá inteligentes (Equação de Frank Drake, sobre as probabilidades de vida inteligente).

Voltando ao tema deste texto, quando se pensa em fim de mundo, logo vem à cabeça, um grande meteoro em rota de colisão com nosso planeta, a conjunção simultânea de eventos climáticos extremos, megaterremotos e/ou maremotos (embora, um grande meteoro por si só, já detonaria eventos climáticos extremos, megaterremotos, maremotos, etc), guerra bacteriológica, etc, etc, etc.

O Aquecimento Global, como fenômeno local do planeta também tem sua cota de culpa no temor e...como!

Agora, curiosamente, sobre o drama do abastecimento e acesso a todos sem distinção de classe social, da água potável, não ouço muito ser comentado...

E olhe que no ano 2000, (há 12 anos) a Organização das Nações Unidas, já apregoava o colapso do abastecimento da água para 2025, ou seja, daqui a praticamente 12 anos! Segundo a ONU, um terço da humanidade em 2025, já estaria com sede!

Bem, já sabemos que disputas e guerras pela água, já se travam desde milênios, principalmente em regiões onde o líquido vital é escasso. Porém, segundo dados da CIA - órgão de inteligência norte-americano, as guerras ",só", estão se intensificando e se espalhando. Países de primeiro mundo como a França, cobram e caro, não só pela distribuição da água, mas também pela sua captação.

No futuro próximo, estudos, colocam a água mais cara do que o petróleo, dada sua escassez não só pela falta, mas também pela sua poluição e contaminação!!! A instituição da “Década da Água” também pela ONU, começou a vigorar em 2005 e já está terminando (2015).

Futurólogos geralmente e de praxe, prognosticam o futuro como um ",lugar",, onde a alta tecnologia vai milagrosamente curar todos os males da humanidade...

Mas, via de regra sempre parecem esquecer de colocar a água na pauta de discussões, pois talvez muitos não lembrem que até o microchip eletrônico, o “cálice sagrado” da tecnologia, precisa de água para ser confeccionado.

Para muitos visionários, a saúde da população vai cada vez melhorar, o homem vai se tornar praticamente invulnerável às doenças sejam elas degenerativas ou transmissíveis e ao envelhecimento, isso sem levar em conta de que nosso planeta hoje, abriga 7 bilhões de humanos!

Parecem ignorar que para a implantação da melhor biotecnologia, é necessário, água e de boa qualidade...

Até os filmes e desenhos de ficção científica parecem ignorar a escassez dos recursos naturais, especialmente o bem água! Ah, mas aí, quando faltar água dos mananciais, dizem até muitos, vamos dessalinizar a água do mar. Sim, mas a que preços? Inclusive, há futurólogos-cientistas que estão pessimistas quanto aos preços, à crise financeira, ao possível colapso de verdade da Economia Mundial, onde a idéia capitalista radical, que tudo pode ser pago ou comprado, pode sofrer ruptura...

O famoso seriado de Hanna-Barbera ",Os Jetsons",, do qual sou fã desde criança, eu mesmo, nunca assisti um episódio que aparecesse água, exceto uma vez que estava para chover e a família Jetson não queria tempo ",ruim", e aí, apertaram um botão e a casa deles que já era suspensa no ar, ficou mais alta do que as nuvens de chuva... Neste seriado, me divertia muito a empregada deles, a Rose, que na realidade era um robô!

Sim, um robô! Ops, lembrei que já vivemos a era da Cibernética...

No Japão, já existem vários tipos de robôs, para vários tipos de tarefas.... /quando um astronauta japonês for para a ISS – a Estação Espacial Internacional, um robô irá junto com ele para fazer-lhe companhia!!

Inclusive, no filme Inteligência Artificial, no futuro até existirão catálogos e menus virtuais de garotas ou garotos de programa, que poderão ser acessados via computador e ",materializados", diante do cliente, contudo tais prostitutas Mem humanas serão e sim acompanhantes robôs ou andróides...

É, parece que o futuro será desse ponto de vista ",maravilhoso",, basta apertar botões (ou melhor telas de touch-screen) e tudo se resolverá, quem sabe até a crise da água - será que é essa a solução embutida de muitos visionários, os quais não consegui interpretar? Água virtual? Será? Pelo que sei, nos dias de hoje, água virtual é aquela utilizada para produzir qualquer produto ou serviço, mas que não é calculada formalmente nos custos e despesas de um processo produtivo, e de compra e venda. Bem, se o futuro ou a evolução do ser humano não será mais biológica e sim híbrida, tipo homem ou mulher biônicos, mistos de carne e implantes eletrônicos, isso na fase de transição para máquina total, de fato, o líquido vital talvez nem precise ser água, talvez um simples óleo de máquina!

Parece que um dos poucos visionários, o célebre escritor de ficção científica e difusor científico, Isaac Asimov, preocupou-se com o tema robótica, além de Arthur Clark em ",2001 - uma Odisséia no Espaço",.

Asimov até enunciou Três Leis que foram elaboradas em seu livro de ficção ",Eu, Robô", (que virou cult no filme homônimo ",Eu Robô",, estrelado por Will Smith) que regem o comportamento dos robôs, as Três Leis da Robótica, a seguir:

1ª - Nenhum robô pode ferir um ser humano, nem permitir que sofra, por inação, qualquer dano,

2ª - Um robô tem que obedecer às ordens que lhe forem dadas pelo ser humano, a menos que contradigam a primeira lei,

3ª - A obrigação de cada robô é preservar a própria existência, desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.

Pela leitura e fácil interpretação das leis, fica tácito que o ser humano está em primeiro lugar, pois são normas protetivas para nós.

Já no filme Blade Runner, os andróides fivaram tão parecidos aos seres humanos que quase não havia distinção entre homens e máquinas.

Pode de fato parecer um temor que fica relegado à ficção, porém, apesar de que desde criança sou aficionado por ciência e tecnologia, mesmo com a admiração de saber que decisões já podem e já foram tomadas pelas sondas espaciais que visitam as cercanias de planetas distantes do sistema solar, (por exemplo, a sonda de exploração de Marte, Opportunity) devido a que mesmo à velocidade da luz, a informação emitida por elas, pode demorar muito a chegar aos controladores da missão na Terra, e se a sonda-robô não tomar decisões por conta própria, pode comprometer a missão de exploração - chega a assustar um pouco, lembra um o caso do robô Hall no flime: 2001 - Uma odisséia no espaço",... Mas, isso é mera ficção...

Por que convenhamos, por melhor que seja nossa imaginação, criatividade e inventidade, muitas previsões deram certo, como no caso do seriado Flash Gordon, o ",raio da morte",, que de fato já existe desde o final dos anos 1950 - o raio laser.

Jules Verne, previu a ida do homem à Lua, no seriado Jornada nas Estrelas, aparece um aparelho comunicador que sugere um telefone móvel, etc. Essas entre outras previsões deram certo....

Por outro lado, foi previsto que no ano 2000, já haveria a circulação de carros-voadores, como em ",Os Jetsons",, o homem no começo do século atual, já estaria andando em Marte, etc.

Isto ainda não deu certo ou não aconteceu.

Não esqueçamos que além da crise da água, pode haver o colapso da Economia Mundial. Bem, para não parecer tão dramático, lembremos que a ida do homem à Lua foi impulsionada pela Guerra Fria, a disputa da primazia entre as potências norte-americana e soviética nos anos 1960!

O que quero dizer, é que os recursos financeiros podem e são obstáculos ao desenvolvimento tecnológico. E que o homem não foi mais à Lua, além de outros fatores, devido à falta de recursos, como a redução drástica pelo senado americano de verbas para a sua grande agência espacial, a NASA.

Portanto, prever o futuro, mesmo com métodos de observação de tendências e comportamentos históricos e científicos, não é tarefa fácil, prever o fim do mundo, então...

O que devemos saber sim é a apreensão de novas tendências no comportamento ético-científico-ambiental-social da civilização, para que a qualidade de vida melhore e de fato, não só no discurso atual!

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