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Grande Mancha Vermelha está encolhendo!!!

Notícia enviada em 25/12/2012
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é uma espécie de tempestade de forma oval clássica que perdura há pelo menos 347 anos na extensa atmosfera do planeta gigante de gás, Júpiter, o maior planeta do sistema solar, pelo menos desde que foi registrada historicamente sua primeira observação, atribuída ao cientista britânico Robert Hooke, em meados de 1665.

Ao contrário da tempestade descoberta em Saturno, o segundo maior planeta e também gigante de gás, que iniciou como uma pequenina mancha em dezembro de 2010 e ao final de janeiro de 2011 já dava a volta em todo o planeta, constituindo assim um mega furacão, (sistema ciclonal ou de baixas pressões) aliás, um dos mais longos já gravados em observatórios na Terra e pela Sonda Cassini, (ver em https://apolo11.com/minhanoticia.php?noticia=Sonda_Cassini_registra_mega_furacao_em_Saturno&posic=dat_20121204-041302.inc), a Grande Mancha Vermelha é uma tempestade de altas pressões (sistema anticiclonal).

Em 2010, imagens na região dos raios infravermelhos (térmicas), que foram obtidas por alguns dos maiores telescópios terrestres mostram redemoinhos de ar quente e regiões frias nunca antes observadas no interior dessa Grande Mancha Vermelha de Júpiter.

Com estas novas imagens, pesquisadores realizaram o primeiro mapa detalhado das condições meteorológicas no interior desta tempestade gigantesca, relacionando sua temperatura, ventos, pressão e composição, com a sua cor.

As imagens codificadas em cores revelam que o vermelho mais intenso da Grande Mancha Vermelha corresponde a um núcleo quente no interior de um sistema de tempestades que é tipicamente muito frio. Uma das descobertas mais intrigantes mostra que a cor laranja avermelhada mais intensa situada na parte central da Mancha é cerca de 3 a 4 vezes mais quente do que o ambiente ao seu redor, segundo o autor principal dessas pesquisas, Leigh Fletcher, que também comenta que foi a primeira vez que se pode dizer sobre a existência de uma relação íntima entre as condições ambientais - temperatura, ventos, pressão e composição e as cores reais da Grande Mancha Vermelha.

A rotação da Mancha é no sentido anti-horário, impulsionada pelo calor interno de Júpiter e completa-se após cerca de seis dias terrestres.

A mancha, é uma região muito fria da atmosfera joviana, cerca de -160ºC e é tão grande que cerca de três planetas do tamanho da nossa Terra caberiam no seu interior, isso pelo menos por volta de 1880, quando tinha 40 mil quilômetros de extensão. Mas, desde então, através de estudos e comparações históricas, as sondas enviadas pela NASA (Voyager 1, Voyager 2, Galileu - NASA e Cassini – ESA/NASA) têm verificado que a Mancha teve uma redução no sentido longitudinal.

Já em 1979, embora a altura da forma oval tenha se mantido relativamente constante, as sondas Voyager 1 e 2 registraram um retração da mancha para 25000 km de comprimento. Tal retração longitudinal é cerca de 0,19 graus por ano.Sendo assim, prognósticos apontam uma tendência da forma oval se aproximar a de um círculo por volta do ano de 2040. Contudo, as correntes intensas de ventos que seguem em sentidos opostos, a norte e a sul da mancha, forçarão a Mancha a manter mais ou menos a sua forma atual oval.

A explicação final para esta retração ainda não existe, mas há a possibilidade de um comportamento cíclico determinado em décadas, visto que o planeta em si também aumenta esporadicamente a sua atividade e consequentemente faz irromper tempestades periódicas. E também a intensidade da cor varia, o que pode ter relação com a velocidade dos ventos que rodeiam a Mancha.

Ainda segundo pesquisadores da Universidade de Berkeley na Califórnia, Estados Unidos, a Mancha encolheu em longitude cerca de 15% entre 1996 e 2006, uma taxa de um quilômetro por dia, o que poderia evidenciar que um dia, a Grande Vermelha se dissipará totalmente, porém, a previsão disto ainda é um mistério, dado que Júpiter é um planeta formado por gases, então no caso, diferentemente da Terra, que é um planeta rochoso, uma intensa tempestade pode durar indefinidamente, pois não encontra terras para facilitar sua dissipação.

Por fim, uma vez que a Grande Mancha Vermelha está se encolhendo, para haver conservação de energia, ela está com velocidade rotacional maior, assim como uma bailarina numa pista de gelo ao fechar os braços, aumenta sua velocidade de giro. É a conservação do momento angular.

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