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INPE, SEDAM ou SIPAM? Em quem acreditar?

Notícia enviada em 21/10/2007
por Daniel Panobianco - Ji-Paraná/RO
A manchete nos últimos dias no mundo todo causa vexame ao Brasil pela quantidade absurda de desmatamento, onde Marina Silva e sua laia tentam esconder de todo jeito dizendo dados em que nada condizem com a realidade. O fato de destaque no País não poderia ser outro lugar: O Estado de Rondônia vê agora através da mídia internacional, o descaso de governantes e a ineficiência de instituições de pesquisas criadas no intuito de passar para a população local, que o governo está sim preocupado com a região amazônica, mas que no ‘frigir dos ovos’ servem apenas como um grande ‘elefante branco’, como o tão laborioso e comentado projeto SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia). Muitos projetos e estudos são realizados na instituição, assim com o serviço de pesquisa e monitoramento em meteorologia da região amazônica. Na página do SIPAM na internet, é dito que o serviço é voltado à população local, com a única finalidade de “preservar, monitorar e evitar riscos decorrentes às questões climáticas e ambientais”.

E é nesse ritmo que a população amazônica é beneficiada pelo serviço de previsão e monitoramento do SIPAM. Ainda no mês de julho deste ano, pesquisadores do CTO (Centro Técnico Operacional) em Porto Velho reuniram toda a imprensa da capital para mais uma de suas medidas de fantoche, do mundo do ‘faz-de-conta’. Em tom de segurança, os pesquisadores confirmaram em gênero, número e grau, de que não haveria problemas esse ano e muito menos, com o que se preocupar com relação ao período de estiagem e, conseqüentemente de queimadas e desmatamento.

Assim dizia o relatório do SIPAM de Porto Velho divulgado na imprensa local no dia 19 de julho:

“PORTO VELHO - Meteorologistas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) se reuniram para definir o prognóstico climático da Amazônia para os próximos três meses. No mapeamento com base em anos anteriores, os meteorologistas confrontam as informações e constatam as mudanças climáticas da região. Em Rondônia no último trimestre, por exemplo, choveu menos que a média prevista pelo Sipam. São definidos os prognósticos para o período mais quente da Amazônia. Está descartado o risco de seca semelhante a de 2005, quando os rios da Região atingiram os níveis mais baixos registrados na história. Da reunião no Sipam participam técnicos de órgãos ambientais do Estado como a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e Defesa Civil. Manaus e Belém também participaram através de videoconferência.

Portal Amazônia25/07/07 - TM“

Veja bem, um centro de pesquisas, com tamanha tecnologia empregada pelo Governo Federal, na justificativa de, assim tendo um centro e pesquisas e referência dentro da floresta, no convívio direto com a comunidade, todos estariam seguros, mediante os fenômenos e eventos de larga escala, que mexem com a vida de todos, direta ou indiretamente, como no caso de secas, endemias e enchentes.

Sim, essa seria a intenção do governo Lula em mostrar a todos e até criar fontes e vínculos com paises vizinhos, como Peru e Bolívia, mostrando como é eficiente o programa de proteção da Amazônia. O mesmo Sistema de Proteção da Amazônia fincado neste lugar, com pesquisadores, diretores e senhores da cobaia amazônica, deixaram o tempo passar e o mais longo período de estiagem já registrado na porção-sul, tomar proporções e efeitos assustadores. Fizeram-se de cegos, surdos e mudos e, mesmo com a grande maioria da imprensa mostrando através de fotos, reportagens no rádio, tv e impresso, além do grande número de pessoas, vitimas da estiagem, ficaram na calada, pois logo a seca iria terminar. O mesmo SIPAM que usa o slogan ‘Protegendo e Promovendo o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia’, com equipe de trabalho e pesquisa totalmente residente na região amazônica, não levou a sério o sofrimento do povo local, principalmente os de Rondônia e norte de Mato Grosso.

Ao contrário do que foi enfocado justamente no boletim climático sobre a estação seca, milhares de rios, vastos em correnteza de água secaram completamente, como no caso dos rios Jaru, no centro de Rondônia e rio Quatorze de Abril, no noroeste de Mato Grosso. Outros tantos impressionaram na seca substancial, como o rio Machado, em Ji-Paraná, que no mês de agosto marcou apenas 2 metros de profundidade, quando no mesmo período do ano nunca baixou de 6 metros. Diversas foram às comunidades ribeirinhas isoladas passando a fome pela falta de locomoção e aquisição do seu principal sustento, os peixes. Outras tantas amargaram com pessoas da família doentes pela escassez de alimento, e o governo local, ciente de tal gravidade, preferiu acreditar em ofícios timbrados do então ‘protetor’ da Amazônia (SIPAM) a que acompanhar de forma real e nítida, o sofrimento de muitos. E o governo Lula onde apareceu? Ministério da Integração Nacional?

Assim segue a mesma farra de Marina Silva, tanto no impasse da construção das usinas do Madeira, quanto pelos dados reais do desmatamento na Amazônia. Uma ministra nata deste chão, que agora é cega, surda e muda. Divulgar dados negativos e o pior, alarmantes, pra quê?

Em matéria especial publicada no último fim de semana no jornal O Estado de São Paulo e repercutido em peso na grande maioria das agências de noticias do restante do mundo, o número estupendo de 600% de aumento no desmatamento coloca agora, governos, tanto Estadual, quanto Federal e seus centrinhos de ‘faz-de-conta’, na beira do colapso.

Segue na integra a nota veiculada na imprensa:

“Derrubada de floresta na fronteira cresce 600%

O desmatamento em algumas regiões do Estado de Rondônia virou escândalo nacional, suplantando até os índices tradicionalmente recordistas de Mato Grosso. Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), coletados pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), mostram que na região da fronteira de Rondônia com a Bolívia, que vai dos municípios de Guajará-Mirim a Costa Marques, a derrubada de floresta cresceu 600% entre setembro de 2006 e o mesmo período deste ano.

Pelas imagens do satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que fornece as informações para o sistema Deter, o “arco do desmatamento” em Rondônia concentra-se em uma região que começa na capital, Porto Velho, passa por Jaciparaná, Nova Mamoré e Guajará-Mirim, e desemboca em Costa Marques.

Segundo Nanci Maria Rodrigues da Silva, diretora de Fiscalização do Ibama em Rondônia, o Estado tem seis “áreas críticas” em relação ao desmatamento: Nova Mamoré (a 50 quilômetros de Guajará-Mirim), União Bandeirantes, a área da reserva extrativista de Jaciparaná, os projetos de assentamento em Pau D’Arco e Taquara, e a região de Nova Dimensão, próxima a Jacilândia, onde a grilagem de terras é considerada “desenfreada”. Ali, a grilagem acontece em uma área de 1,740 milhão de hectares que está sub judice por causa de uma ação civil pública de reintegração de posse por invasão em unidade de conservação.

Causas

Os funcionários do Ibama e dos órgãos estaduais de administração do meio ambiente detectam, preliminarmente, dois problemas que podem ter contribuído para a explosão do desmatamento nas regiões beirando os Rios Mamoré e Madeira.

Eles falam no incremento de atividade econômica provocado pela expectativa da construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, prevista para acontecer entre 2008 e 2012, e na transferência da União para a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), em agosto do ano passado, da responsabilidade pela concessão de autorizações para manejo na floresta. Isso inclui a concessão para as empresas comprarem e venderem madeira.

“Em certas áreas, houve aumento de devastação de mais de 600%. Não estou falando nem de 6% nem de 60%. Estou falando de 600% concentrados principalmente na região da fronteira, onde há uma quantidade considerável de terras públicas com grande cobertura vegetal”, disse Nanci ao Estado.

“Antes era só o Ibama que dava a concessão (para o manejo da floresta). O Estado não tem interesse em combater o desmatamento”, acrescentou a diretora de Fiscalização. Essa concessão estadual nasceu a partir da legislação de gestão de florestas públicas, aprovada pelo Congresso e que entrou em vigor em agosto de 2006.

Pelas informações do Deter, entre junho e setembro deste ano a derrubada de floresta aumentou 107% em Mato Grosso, 53% em Rondônia, e 3% no Acre. Mas, enquanto em Mato Grosso, entre setembro do ano passado e o mesmo mês deste ano, a área desmatada cresceu de 211 para 389 quilômetros quadrados (84% mais), em Rondônia, passou de 42 quilômetros quadrados em setembro de 2006 para 295 quilômetros quadrados no mês passado (mais 602%). “

Muito curioso e, diga-se de passagem, duvidoso, o governo de Rondônia, através da sua SEDAM (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental), vem a público há meses sempre ditando para todos terem calma, que o que alguns dizem na imprensa ai não tem valia, pois dados numéricos, de satélites erram muito, que a situação de Rondônia não é alarmante como agora alguns leigos, porém não idiotas condenam por ai. Quantas foram às vezes que os senhores diretores da SEDAM, e funcionários de cabresto, alguns contratados para ser o “porta-voz” do tempo e clima no Estado, gaguejaram e feio em entrevista na televisão local, em emissoras de rádio e notinhas redigidas no impresso local teimando em dizer que tudo estava na calmaria em Rondônia, que a intensa fumaça, jamais registrada na região, desde que o Governo ‘abriu as porteiras’ para o então ‘desenvolvimento da Amazônia’, nunca foi registrada tamanha taxa de poluição na atmosfera. Cidades como Vilhena e Ji-Paraná, por exemplo, ficaram sufocadas por semanas seguidas, com índices de visibilidade horizontal inferiores a 100 metros. O resultado, além de uma quantidade absurda de pessoas amontoadas em leitos de hospitais e postos de saúde, foram os acidentes nas rodovias, provocados diretamente pela falta de visibilidade e a vergonha no fechamento de aeroportos, em que o mesmo secretário da SEDAM, glorificou a ação da instituição, por ainda não ter acontecido esse ano. Bastou 24 horas decorrentes e o elogio do mesmo secretário foi por água abaixo, com o fechamento do aeroporto Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho e no interior, as pistas do aeroporto José Coleto, em Ji-Paraná e Brigadeiro Camarão, em Vilhena.

Mais uma ação sem fundamento e questionável até então. Onde, por onde estavam os pesquisadores, sempre atentos ao povo amazônico? Onde estavam as cobaias do Governo Federal, que em nada lançaram alertas, soluções emergentes para tocar na ferida dos grandes, de que a coisa não estava dentro dos eixos em Rondônia?

A sim, como sempre e de praxe, estavam trancafiados dentro de um grande ‘elefante branco’ pesquisando e monitorando a Amazônia, a base de café e ar-condicionado, e a população aqui de fora, que se dane, ninguém entende mesmo o que é SIPAM e outra, basta apenas uma carta como oficio timbrado e direito de resposta espalhada na imprensa, para calar a boca de quem faz acusações grosseiras sobre a instituição. Certamente que sim, pois ali dentro ninguém viu seca, pessoas passando fome, sede, peixes agonizando em lagos rasos, acidentes decorrentes da fumaça e muita, muita gente com problemas de saúde agravados pela intensa fumaça das queimadas e desmatamento. Quem é cego, surdo e mudo jamais vai estar ciente das verdades mesmo, e assim segue a farra do avanço da pesquisa e monitoramento da Amazônia, ou melhor, da proteção desse lugar.

Dizer que não há mais como salvar as áreas em Rondônia é demagogo. Exemplo mais nítido e positivo temos do vizinho Estado do Acre que, após entrar em estado de emergência no ano de 2005, pela intensa fumaça das queimadas, incêndios por todos os cantos e um ritmo de desmatamento aceleradissímo, criou coragem, a partir de seus representantes, deputados e governadores, proibindo totalmente as queimadas.

Agora, fazer isso em Rondônia? Proibir queimada? Jamais! O governo usa como slogan que Rondônia é a “Nova fronteira do progresso” e progresso sem destruição de áreas públicas de floresta não acontece nunca. Como frear um ritmo absurdo e condenável de desmatamento se o próprio governo promove a queima da mata, se em um âmbito mais acima, o Governo Federal de Marina Silva desconhece dados negativos e seus centros de pesquisa de tocaia funcionam apenas para o repasse de verbas mensalmente.

Condições para reverter o jogo existem de sobre, dinheiro, estrutura, gente engajada. O que falta em Rondônia é uma política concreta, organizada e conjugada entre Governo Estadual e Federal para promover um desenvolvimento cabível e dentro dos seus limites.

Depois que tempestades violentas como granizo e até tornados varrem a região, não querem acreditar que mudanças na climatologia já estão ai a nossa cara. Acreditar em extremos sobre Rondônia? Pra quê e como se os próprios centros de pesquisa desconhecem tais fatos.

Rondônia ainda continua como a “terra sem lei”, infelizmente.

Dados: IBAMA – O Estado de São Paulo – SEDAM – DETER - INPE – SIPAM

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