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Inverno de 2012 pode ser mais ameno no litoral e capital paulistas!

Notícia enviada em 19/04/2012
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Sabemos que dois terços do planeta Terra são constituídos de água, porém, água salgada. A água doce representa cerca de somente um por cento, segundo dados da ONU, embora desse um por cento, a maior parte encontra-se nas geleiras e lençóis freáticos (subterrâneos). Portanto, água mesmo disponível para beber é muito pouca...

Mas, o assunto que venho a tratar de fato nesse reporte (ainda que o tema água potável é da maior relevância), é a grande e preponderante influência dos oceanos sobre o clima do planeta.

As temperaturas superficiais marinhas no Oceano Pacífico Tropical, oscilam como uma mola ou pêndulo, para a frente e para trás, a cada alguns anos, porém de modo irregular, pois a quantidade de anos dos ciclos pode variar para mais... A fase de aquecimento acima da média do ciclo, é o fenômeno El Niño e a fase de resfriamento acima da média do ciclo, é o fenômeno La Ninã. Pois bem, estivemos numa fase neutra (nem El Niño, nem La Niña), por volta de Julho até próximo da segunda quinzena de Outubro, para depois desse período entrarmos numa fase ativa de uma La Niña, determinando uma primavera chuvosa e um início de verão (dezembro e janeiro), bem ameno, com períodos de muita chuva e temperaturas ligeiramente abaixo da normal climatológica, na Baixada Santista, capital e Grande S. Paulo.

Mas, fevereiro começou a ter um aquecimento mais típico desse geralmente tórrido mês de verão, pois as água ainda que muito lentamente começavam a ter um ligeiríssomo aquecimento. Inclusive, para alguns institutos e órgãos oficiais de previsão climatológica, o fenômeno La Ninã, (embora tenha sido classificado como ",fraco episódio", mas que ainda assim, influenciou as chuvas calamitosas deste verão de 2012, principalmente em Minas Gerais (Zona da Mata) e Espírito Santo), já entrou em decaimento desde meados de Março, no entanto, o NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), espécie de ",NASA", da Climatologia e da Oceanografia também dos Estados Unidos, de acordo com seus dados de satélites e bóias, acredita que o La Niña, de fato, terminará em fins deste mês corrente de abril. Na verdade, essas pequenas controvérsias podem ser aparentes, pois mesmo com a possível dissipação total do fenômeno em questão, seus efeitos ainda poderiam ter alguns reflexos, embora insignificantes, pois a subida das temperaturas superficiais marinhas não sobem, é claro de forma intensa, instantaneamente, devido ao calor específico das substâncias.

Claro mesmo, é que a temperatura do Oceano Pacífico Equatorial, vem subindo desde o início de fevereiro. Depois de alcançar seu piso, com desvio de pouco menos de -1°C, o desvio vem oscilando em torno de -0,5°C nas últimas semanas. Então, este órgão científico americano, segundo simulações, indicou o retorno do fenômeno El Niño para o segundo semestre deste 2012. A atualização de prognósticos de 20 de março de 2012 indica elevação da temperatura do Oceano Pacífico nos próximos meses, com desvio que passa de 0,5°C a partir do fim de junho. Este desvio pouco acima de 0,5°C deve prosseguir até o verão de 2012-2013. Após esse período, o fenômeno La Niña deve atuar, novamente...

Depois de três anos consecutivos (2009, 2010 e 2011) apresentando invernos com nível de chuva acima da média e média de temperaturas abaixo da normal climatológica, caso do inverno de 2011, que foi o mais rigoroso dos últimos dez anos em Santos e região, finalmente, os prognósticos apontam, um inveno de 2012, mais ameno, sem o rigor dos últimos anos. Inclusive, a título de curiosidade científica, em 2009, as chuvas volumosas, que determinaram em Julho daquele ano, índice pluviométrico de 280 milímetros por metro quadrado coletados na minha estação da Vila Belmiro em Santos, comparável ao mês de fevereiro (que é um mês de verão e normalmente muito mais chuvoso do que meses de inverno), teve como fator causante, o La Niña. No mesmo ano, mal o La Niña, se dissipou e entrou em cena o El Niño, trazendo mais chuvas para o período entre fins de agosto e setembro, finalmente cessando e entrando o calor tórrido típico do El Niño em novembro, quando tivemos em Santos, a máxima de 38,6ºC. O ar naquela ocasião esteve muito seco: apenas 19%, nível abaixo de 20%, o que é considerado crítico pela Organização Mundial de Saúde! A Base aérea do Guarujá, marcou menos: somente 16%!!!! Já no ano seguinte a este (2010), em 08 de fevereiro, minha estação registrou 41,6ºC e umidade relativa ainda mais baixa: somente 15%!!!!

Envio ilustrações comparativas da evolução das temperaturas superficiais marinhas desde 12 de janeiro, indicando o decaimento do La Niña até 15 de abril deste. Fonte: NOAA.

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