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Junho com frio histórico na Baixada Santista e Grande São Paulo

Notícia enviada em 26/06/2016
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Uma sequência de tantos dias sucessivos de temperaturas máximas na faixa dos 20ºC/21ºC e um bom número de dias abaixo dos 20ºC não é típico na Baixada Santista, da maneira que está nem no mês de julho, quanto mais em junho (totalmente fora de época). Se pegarmos a região da Baixada como um todo (Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Guarujá e Bertioga), veremos que há locais como a Base Aérea de Santos, que se situa em local descampado longe das ilhas de calor que teve inúmeros dias em junho com máximas que não passaram dos 19ºC. Em menor número, mas também significativo, é a orla do Guarujá (Pitangueiras, por exemplo), que contou com vários dias com temperaturas abaixo dos 20ºC de máxima. E obviamente, outros tantos locais como altos de morros, caso do Monte Tejereba no Guarujá, o segundo ponto mais alto da Baixada com 276 metros, morro da Vila Progresso com 185 metros em Santos, Morro do Voturuá em São Vicente, Morro do Xixová na divisa São Vicente - Praia Grande, o ponto mais alto da região com 320 metros, etc. Destaque para o bairro Caruara na área continental de Santos, que apesar de estar na planície litorânea, pertence à área de preservação ambiental da Serra do Mar, portanto, fora da mancha urbana. Mas, é claro que na região como um todo, por outro lado, como na área urbana de Santos (estação meteorológica da ONG Amigos da Água), as máximas estiveram até o momento em junho, superiores na média em relação à Base Aérea e Pitangueiras - mesmo assim, já registramos um número considerável e sequencial de máximas abaixo dos 20ºC, sendo que só em junho, tivemos 7 (sete) dias (não sucessivos), de máximas abaixo dos 20ºC, sendo destes sete, dois dias com máximas na faixa dos 18ºC, algo incomum para a área urbana de Santos, ainda mais em Junho. Agora, comparando com a situação climática da capital neste mês, devido à grande extensão da mancha urbana paulistana, a diversidade de máximas e mínimas é sempre digna de nota. Houve dias (após transição do ar polar em subtropical), nos quais, bairros como Butantã, Tremembé, Pirituba, Lapa e outros em que as máximas atingiram a casa dos 23ºC/24ºC, enquanto em outros como Capela do Socorro, Jabaquara, Interlagos, Parelheiros (em área afastada das ilhas de calor), Vila Prudente (zona leste), etc, máximas ficaram abaixo dos 20ºC. Já as mínimas, foram relativamente semelhantes. Colocar o fator ilhas de calor somente para explicar as diferenças térmicas de S. Paulo, não justifica tudo, pois a localização geográfica conta também, caso de bairros como Pirituba, Tremembé, Butantã, mais ",aquecidos", diurnamente, por estarem ao norte do Jabaquara, distrito de Santo Amaro, Grajáu, Capela do Socorro, Interlagos, etc.... E comparando com a Baixada Santista, bairros da orla de Santos, Guarujá, São Vicente, etc, as máximas estiveram muito semelhantes as dos bairros da zona sul e leste da capital. Já, bairros internos mais ",aquecidos", de Santos, máximas intermediárias. Finalmente, quanto às mínimas, logicamente, que estas foram consideravelmente mais baixas na capital como um todo (friso novamente: após dissipação do ar polar), mesmo nos bairros da zona norte e oeste (mais ",aquecidos",) do que na Baixada como um todo (mesmo nos pontos mais frios como a Base Aérea. morros e área continental de Santos). Tenho constatado e isso é até óbvio, que numa situação pós passagem e atuação de anticiclone polar, quando a infiltração marinha está muito intensa, como bem citou o amigo Willen Meres, máximas na Baixada ficam bastante baixas e mínimas nem tanto (pelas tais nuvens estratos). Destaque para a orla do Guarujá (Pitangueiras). com vários dias de máximas abaixo dos 20ºC e mínimas de ",apenas", 16ºC, o que não ocorre nos bairros mais frios da capital, os quais têm experimentado, mínimas entre 9ºC e 12ºC. Também tenho observado, que devido a que, a Baixada Santista não tem experimentado mínimas muito baixas, logo após a lenta ou parcial dissipação da névoa matinal, as temperaturas sobem rapidamente em relação à capital (e isso é típico da Baixada, geralmente em qualquer época, salvo de incursões de grandes sistemas de tempo), entretanto, com a infiltração marinha persistente (ventos frios e úmidos da cdireção do mar), nuvens baixas voltam a cobrir o céu, baixando a temperatura rapidamente....Como escrevi no começo, é impressionante a quantidade de dias sucessivos de baixas temperaturas na Baixada Santista. Este junho de 2016, vai entrar para a história climática da Baixada Santista, por exemplo - até o momento deste mês, nenhum dia com temperaturas mais agradáveis (acima dos 23ºC)!

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