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Luz cinéria e exoplanetas!

Notícia enviada em 05/03/2013
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
No reporte anterior intitulado ",Luz cinéria ou cinzenta da Lua", (https://apolo11.com/minhanoticia.php?noticia=Luz_cinzenta_ou_cineria_da_Lua!&posic=dat_20130305-025730.inc), esclareço que a luz cinzenta ou cinéria da Lua ou ainda earthshine, nada mais é que é do que simplesmente a reflexão da luz solar pela Terra, que ilumina por sua vez a superfície lunar...

Agora, neste reporte trago uma técnica altamente interessante investigativa sobre como a refletividade da luz revela dados sobre terras e águas, a exemplo do sensoreamento remoto.

Uma estudante de Astrofísica da Universidade de Melbourne na Austrália, seu orientador e um acadêmico de Princeton, Estados Unidos, monitoraram esse fenômeno da luz cinzenta, com ",outros olhos",. Por conta dos ângulos de reflexão e observação, segundo os pesquisadores, a luz cinérea se origina principalmente de uma porção relativamente pequena do planeta em certo momento.

Ao monitorar a intensidade da luz cinérea à medida que o planeta executa seu movimento de rotação, a estudante australiana e outros, detectaram uma mudança na refletividade da Terra, que ocorre quando a parte refletora dominante se move entre os continentes e a água. A reflexão especular, (ou como um um espelho - superfície lisa), caracteriza regiões oceânicas (águas), enquanto que os continentes (terras), refletem a luz solar de forma difusa (reflexão difusa ou como uma superfície irregular, rugosa, segundo os princípios da elementar Óptica Geométrica). Os estudantes-pesquisadores detectaram essa diferença como uma redução da luz cinérea quando a parte refletora da Terra passou do oceano Índico para a costa oriental da África.

Extrapolando, a luz refletida por exoplanetas (em outros sistemas planetários) potencialmente habitáveis, por meio de telescópios mais possantes, no futuro, poderão identificar a refletividade especular da água líquida, se houver, é claro... No entanto, é bom deixar claro, que para isso poder ser levado a efeito, precisamos esperar pela próxima geração de supertelescópios.”

Supertelescópios poderiam facilitar a procura por vida com a nova técnica

Um dos instrumentos que poderia facilitar a procura por vida com a nova técnica é o Extremely Large Telescope (ELT), supertelescópio com espelho de 40 metros de diâmetro projetado pelo ESO e previsto para entrar em operação em 2020, de acordo com Michael Sterzik,do ESO.

Portanto, seria uma engenhosa técnica para detecção de água líquida em um exoplaneta semelhante ao planeta Terra... Mesmo assim, não será fácil essa detecção, segundo Sterzik.

A luz refletida pelos planetas ou polarizada (a luz branca, como a luz solar e a luz de lâmpadas incandescentes, é um tipo de luz não-polarizada, pois quando ela é emitida, seus raios se propagam em todos os planos, o que não ocorre com a luz polarizada, que é

que varia em apenas um plano - no cotidiano, pode ser entendida como o filtro polarizador fotográfico, que elimina reflexos indesejados em dias plenamente ensolarados, que poderiam ofuscar um pouco o brilho de superfícies como telhados, por exemplo), trafega informações sobre suas atmosferas e superfícies. Dependendo do que encontra pelo caminho (gases, água, neve, nuvens, terra), ela forma um ângulo diferente. Algumas combinações de gases, como oxigênio, nitrogênio, metano e dióxido de carbono e os respectivos ângulos que formam, funcionam como marcadores que podem indicam a presença de vida.

Além disso, essa luz é menos intensa do que a emitida diretamente pela estrela hospedeira, pois é filtrada ao passar por esses astros. Isto permite que ela seja detectada mesmo se o planeta estiver muito próximo de sua estrela, o que normalmente dificultaria a análise, a exemplo do filtro polarizador fotográfico, a grosso modo.

Nas fotos anexas, temos: acima, a técnica desenvolvida por estudantes australianos, estudando a indiretamente a luz refletida pela Terra na Lua, como se fosse de uma perspectiva do espaço, simulando assim, uma técnica futura de investigação de água em exoplanetas (crédito L. Calçada/ ESO). Abaixo, uma concepção artística da técnica no futuro (Crédito: Fottus.com)

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