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O CLIMA RADICAL EM OUTROS MUNDOS!!!

Notícia enviada em 27/11/2009
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Santos, cidade sede da Região Metropolitana da Costa da Mata Atlântica: seu microclima peculiar, caracteriza-se por invernos úmidos, com temperaturas "estagnadas" (ou seja com pequena amplitude térmica) por até vários dias, alternando com alguns dias muito quentes e secos (veranicos e aproximações de frentes frias), quando “descem” ventos continentais secos, que por compressão adiabática, aquecem-se consideravelmente.

Não raras são as ocasiões, quando os termômetros alcançam até 35ºC ou mais! De fato, no dia 31 de agosto de 2005, registrei na minha base da Vila Belmiro, a marca de 41,5ºC e umidade relativa de apenas 19%, o que causou stress térmico em muitas pessoas na cidade, levando a desmaios, por queda de pressão arterial. Até esse vento quente e seco, tem um nome bem local: o “noroeste”, que os cariocas conhecem por “terral”.

Bem, como sabemos, este mês de novembro, exceto por algumas escassas pausas, tem sido bastante quente e por vezes até seco no sudeste, pois as frentes frias estão sendo bloqueadas na altura do Rio Grande do Sul, o que tem gerado chuvas calamitosas naquele estado... Mas, esse clima que causa desconforto térmico e calamidades públicas, não é páreo para o clima de outros mundos... Nosso vizinho Vênuas, tem uma camada atmosférica muito espessa e daí tem o maior efeito estufa de todo o sistema solar, com temperaturas superficiais de até 400ºC! Pressão atmosférica equivalente ao de uma profundidade oceânica de 1000 metros, tempestades elétricas extremamente violentas e outras tormentas quase constantes, completam o meio ambiente deste mundo tórrido e inóspito...

Por outro lado, Marte, por estar mais distante do Sol que a Terra e a sua baixa gravidade, abriga uma atmosfera muito rarefeita, dando a sensação de se estar no alto de uma montanha como o Everest. A temperatura máxima atingida na faixa equatorial deste planeta ao meio-dia no verão é de agradáveis 25ºC, porém, ao cair da noite, a temperatura despenca absurdamente para até 120ºC abaixo de zero e tempestades de poeira globais, não são raras no ambiente marciano.

Já nos planetas gigantes gasosos como Júpiter, os ventos sopram à velocidades superiores a 800Km/h. Na verdade, o calor é o grande “motor” do clima, dos ventos...

Apesar da imensa distância que separa Júpiter do Sol, o calor interno deste que é o “Rei dos Mundos”, o maior planeta do nosso sistema solar, gera correntes super quentes que entram em choque térmico com as camadas exteriores gélidas. Resultado: muitos distúrbios atmosféricos, como super tempestades elétricas e magnéticas e os já citados ventos ultra velozes. Há até uma mancha na atmosfera, que pode ser vista por telescópios amadores, na qual caberiam três planetas do diâmetro da Terra, na realidade um mega furacão que já dura cerca de 300 anos.

Saturno, o segundo maior planeta, que também é um gigante gasoso, não fica atrás: ventos aceleram a cerca de 1400Km/h.

Urano, ainda mais afastado do Sol, possui temperaturas da casa dos 200ºC abaixo de zero e o mais ainda longínquo Netuno, tem um clima ainda mais radical, com ventos de até cerca de 5000Km/h... e vai por aí afora...

Talvez muitas pessoas achem que o dinheiro gasto na pesquisa espacial é um desperdício, mas pesquisando os outros mundos, poderemos ter noções de como o nosso planeta pode se comportar no futuro, seja por fatores puramente naturais e ou por fatores antrópicos (humanos), como o aquecimento global.

“Voltando” agora ao nosso planeta, Santos, ontem, (26/11), teve máxima de 34,2ºC e umidade relativa de 43%, valores registrados na minha base, com Sol forte a maior parte do período. Uma célula convectiva oriunda de linhas de instabilidades do planalto (capital e Grande São Paulo), perderam força ao se deslocarem pelo mar, causando apenas uma pancada moderada, acompanhada de trovões esparsos.

Cavados (áreas de baixa pressão), formados por fatores termodinâmicos, tais como o calor e a umidade, garantem instabilidades passageiras, como pancadas de chuvas e trovoadas.

Por outro lado, áreas de alta pressão ou anticiclônicas a cerca de 5 mil metros de altitude e o forte bloqueio atmosférico às frentes frias, garantem Sol forte e muito calor pelo menos na primeira metade do dia... E a noite de 27/11, segue morna em Santos. Neste momento, às 00:45, temos 26,6ºC, umidade relativa de 76%, pressão estável em 1009mbar, céu nublado e calmaria, dando sensação de abafamento.

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