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O perigoso recuo da frente fria como frente quente!!!

Notícia enviada em 26/07/2010
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Desde aproximadamente uma década, geólogos da Universidade de São Paulo, especializados em paleoclimas (climas do passado remoto da Terra), fazendo investigações em cavernas, e demais climatologistas, já haviam prognosticado sob a óptica das mudanças climáticas globais e regionais, que a região sul do Brasil seria a mais afetada por tais mudanças, na forma de secas extremas, enchentes calamitosas e temporais das mais variadas espécies (ciclones intensos, tornados e até possíveis furacões).

Há invernos onde a massa de ar quente e seca que ",dita", a ",tropicalidade", do Brasil, está mais posicionado ao longo da costa fluminense e capixaba, o que faz com que parte das frentes frias fiquem bloqueadas no sul do país (até o Paraná) ou cheguem enfraquecidas ou em processo de frontólise (dissipação no oceano) no litoral paulista, mais notadamente no litoral fluminense. Muito raramente, uma frente atinge o litoral capixaba, quiçá o sul do nordeste (litoral baiano).

Ainda ocorrem alguns invernos, onde alguma frente pode se manter estacionária também sobre o litoral paulista, onde permanecem por vários dias causando chuva quase contínua. Nestes invernos referidos, por vezes, até chegam a alcançar o litoral fluminense, mas no encontro com a massa de ar quente e seco, acabam recuando na forma de frente quente no litoral paulista, onde podem causar temporais acompanhados de ventos fortes, chuva intensa e descargas elétricas. Riscos à população das cidades atingidas, é perfeitamente possível...

Só para complementar, neste inverno, está tendo de ",tudo um pouco",, haja vista que frente fria associada às ondas de leste (sistema meteorológico oriundo da costa africana, que atinge o nordeste no início do inverno, geralmente), mais o fato de as águas superficiais do Atlântico na altura da costa da região nordeste estar mais aquecida por conta de um residual do recente El Niño), chegou até o litoral da Paraíba (normalmente atinge no máximo, a costa baiana), determinando as famosas enchentes calamitosas principalmente em Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. E... o bloqueio das frentes frias, devido às mudanças climáticas também, por parte do posicionamento da massa de ar de alta pressão (anticiclone), conhecida como Alta subtropical do Atlântico sobre as costas do nordeste e sudeste (causa possível neste caso específico poderia ser esse residual do El Niño), que relegam esse bloqueio ao norte do Rio Grande do Sul, onde não por coincidência, tormentas intensas têm ocorrido, caso do tornado possivelmente classe F3 (ventos de até 300 Km/h) que tantos transtornos fez às cidades de Canela e Gramado na Serra Gaúcha. Talvez, o tornado com maior poder de destruição que se tem notícia. Fora, o alto índice pluviométrico, por vezes 100 milímetros em um só dia, em regiões da fronteira gaúcha com o Uruguai. Uma vez mais, ressalto a presença do recuo da frente fria como frente quente, neste ano, particularmente sobre o Rio Grande do Sul... Desnecessário se fazer comentar sobre as quedas muito bruscas de temperaturas que aparecem nestes eventos severos, caso de num dia haver temperaturas máximas por volta dos 26ºC (aquecimento pré-frontal) e no outro, temperaturas abaixo da casa dos 8ºC!! Também não é coincidência que tenha feito tanto frio na Argentina, Paraguai e Bolívia, inclusive com vítimas fatais. A última massa de ar polar atingiu além do centro-oeste, não somente o sul da Amazônia (Rondônia e Acre), mas também foi um pouquinho além da linha do Equador, ou seja, quase incrivelmente, alcanbçou o hemisfério norte... Então, o perigo do recuo da frente fria como frente quente, principalmente numa região sujeita à tormentas no inverno como é o caso do sul do país, é iminente!

Enquanto isso, na Baixada Santista, litoral centro-sul paulista, onde a cidade de Santos desponta como sede do maior porto da América do Sul, após ter sido colocada hoje (26/07), no ",ranking", de uma das cidades mais quentes e secas do estado (veja meu informe anterior), mais uma fraca frente fria atinge a região, trazendo nebulosidade baixa, pequena queda nas temperatura máximas até quarta-feira e possíveis chuviscos e chuva leve para amanhã, quando a partir de quinta-feira próxima, a massa de ar seco e aquecida que posicionada agora mais a leste, voltará a ",dar o tom", de inverno ameno, com Sol e algumas nuvens e elevação de novo nas máximas. Entretanto, como já havia comentado anteriormente, haverá ainda (e já houve, é óbvio), o desbloqueio da próxima (possivelmente) massa de ar polar intensa no sudeste, talvez para o início de agosto deste inverno 2010....

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