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O que aconteceria se um asteróide caísse em uma cidade?

Notícia enviada em 10/11/2011
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
O que aconteceria com cidades do porte de Santos, Sorocaba, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, etc, cidades de médio a grande porte, caso fossem atingidas por um asteróide?

Com os avanços da tecnologia atual, é possível a astrônomos amadores sérios dotados de um pequeno orçamento, adquirirem via importação ou até mesmo em lojas especializadas, equipamentos eletrônicos para monitoramento astronômico, que podem rivalizar com os equipamentos utilizados por astrônomos profissionais...

É o caso do monitoramento de asteróides potencialmente perigosos, que se não atingirem nosso planeta, sua influência gravitacional (dependendo da proximidade), poderiam causar terremotos e desvios na órbita da Terra, causando perigosísimas mudanças climáticas irreversíveis.

Terça-feira, 08 de novembro de 2011, às 21 horas e 28 minutos (hora oficial de Brasília) houve a máxima aproximação de um asteróide intitulado 2005 Yu55. Este objeto, foi descoberto há cerca de seis anos atrás, dezembro de 2005 por Robert McMillan, do programa de observação espacial Spacewatch. Ressalto que ele já vem sendo observado e estudado desde àquela época! O asteróide cruzou a órbita terrestre à apenas 325 mil km de distância, o que é próximo da distância média da Terra à Lua, que é 380 mil Km! Em termos astronômicos, é uma distância pequena, mas saliento que estaremos a uma distância bastante segura, pois a possibilidade da ocorrência de terremotos e maremotos é remota!!!

Entretanto, se o asteróide passará a uma distância segura de nós, o que tanto chamou a atenção este astro?

Resposta: o seu tamanho, um diâmetro de quase meio Km de, precisamente 400 metros, pois de fato, nosso planeta é todos os dias em sua viagem ao redor do Sol, cruza com inúmeros fragmentos de cometas, a maior parte deles ao entrar na nossa atmosfera queimam-se por fricção, e praticamente o que temos dia-a-dia, são fragmentos do tamanho de ervilhas que caem na superfície terrestre. Alguns maiores causam espetáculos “riscando o céu de forma luminosa, conhecidos popularmente por “estrelas cadentes”. É lógico que outros ainda maiores, podem atingir o planeta, causando destruição, como aquele que deve ter extinto grande parte das espécies anuimais e vegetais há 65 milhões de anos incluindo os célebre dinossauros. Tal asteróide “assasino” teria cerca de 10 Km de extensão, bem maior do que este atual. A maior parte de asteróides de tamanhos entre 20m e 50 metros, até já passou consideravelmente mais próximos de nós do que o de terça-feira, mas este é maior!

Mas, o que são asteróides? Um asteróide é um corpo de rocha que orbita o sol. Ele tem diâmetro menor do que 1.000 quilômetros, e é normalmente composto de carbono e metais. A maior parte dos asteróides do nosso sistema solar vive no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.

Apesar de existirem milhões de asteróides no cinturão, muitos deles com diâmetro superior a 100 km, a massa de todos eles juntos ainda seria inferior a 5% da nossa lua. Finalmente, o que aconteceria com cidades do porte de Santos, Sorocaba, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, etc, cidades de médio a grande porte, caso fossem atingidas por um asteróide?

Bem, a resposta vai depender especialmente, em mair grau do tamanho do objeto e também do ângulo de incidência.

Por exemplo: bastaria um asteróide de 10 metros de diâmetro, ou seja qurenta vezes menor do que esse que passará por nós amanhã, que tem 400 metros, para “apagar” do mapa, as cidades mencionadas.

Já um de tamanho a partir de 100 metros para destruir um continente inteiro, incluindo países. E o de 1 km, poderia afetar gravemente um hemisfério da Terra, por inteiro. Terremotos e maremotos incrivelmente muito mais intensos do que aquele do Japão, com levantamento de ondas de até mais de 100 metros de altura, bem como espalhamento de partículas na atmosfera, privando a superfície dos raios do Sol por meses ou atá anos, completariam o quadro de devastação!!!

A mensagem que fica diante destes comentários, é: não é uma questão se vamos ser atingidos por um asteróide ou cometa perigoso e sim de quando: poderia ser amanhã (embora este passará em distância segura, apesar do tamanho potencialmente perigoso), ou depois, em semanas, meses, anos, séculos ou milhares de anos – o fato é que isso acontecerá fatalmente. Enquanto isso, aproveitemos no bom sentido ao máximo, o planeta Terra e cuidemos de nosso meio ambiente, afinal a tecnologia pode trazer inúmeros benefícios, mas se não preservarmos nossos bens naturais, como a preciosda a água, sucumbiremos antes mesmo da chegada do asteróide ou cometa aniquilador.

Rodolfo Bonafim

Diretor Científico da ONG Amigos da Água (Climatologia, Astronomia e Geologia Ambiental)

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