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Para mitigar enchentes!

Notícia enviada em 23/12/2012
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
O aporte de umidade amazônica via massa de ar Alta da Bolívia em conjunção com fatores termodinâmicos locais, têm já trazido sua cota de participação nas enchentes deste início de verão!

Em Santos, neste sábado (22/12), houve vários pontos de alagamentos, especialmente na Zona Noroeste da cidade, região costumeiramente assolada por transtornos dessa espécie.

Neste reporte, todavia, vou enfatizar não as causas naturais meteoro-climatológicas e sim, a participação humana neste processo de desarmonia ambiental urbana.

Bem, o Brasil é um país, onde ainda, apesar dos esforços e alertas de climatologistas de renome, como Carlos Nobre, relator para o Governo Federal do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), sobre a questão da piora nas condições ambientais das cidades brasileiras devido às mudanças climáticas (eventos severos) e de que as mesmas precisam se adaptar à nova realidade, pouco coisa evoluiu nos últimos anos. O que se vê todo ano nesta época, são enchentes calamitosas especialmente naquelas áreas mais propícias a desastres, como os litorais paulista e fluminense, notadamente na Serra fluminense...

Países como a Austrália, desde meados de setembro de todos os anos já se preparam para enchentes, elaborando abrigos para os possíveis futuros desabrigados, ou seja, faz um trabalho de manutenção não somente preventiva, mas que vai além disso - manutenção preditiva...

Agora, vou focar sobre a questão do uso das sacolinhas plásticas no Brasil, isto é, como reduzir o uso das mesmas e mitigar enchentes.

- Leve sempre sacola retornável quando for às compras,

- Procure fazer compras em menor quantidade de cada vez. Escolha garrafas de água, de boas marcas.

- Use embalagens alternativas como caixas de papelão, engradados de plástico no porta-malas do carro, carrinhos de feira, sacos de papel mais resistentes. Use toda a capacidade da sacola plástica, caso não possua no momento, sacola retornável. Sacolas plásticas comuns devem aguentar até no máximo, 6 Kg. Reduza ao máximo, sacolas plásticas como sacos de lixo. Não é preciso usá-las para acondicionar com segurança materiais reciclados (lixo seco). Separe os materiais recicláveis em caixa ou sacos de lixo grandes e deposite-os diretamente nas estações de coleta seletiva.

- Deixa as sacolas plásticas apenas para acondicionar o lixo úmido (restos de comida, de poda de árvores) e o lixo doméstico do banheiro. Mas, se for possível, substitua por saco de lixo convencional. Importante: lixo úmido atrai ratos, baratas e mosquitos e por tabela, doenças como a perigosa leptospirose - através da urina dos ratos solta nas enchentes, na cidade ou mesmo no campo. Se for descartar embalagens de agrotóxicos, acaricidas, vermicidas, pesticidas em geral, procure devolver para o fabricante estas embalagens evitando assim a poluição das águas no leito fluvial.

IMPORTANTE: 12 bilhões de sacolas plásticas são consumidas no país por ano. E 90% de todo o lixo flutuante no Brasil é constituído por detritos de plástico. Cem milhões de toneladas de lixo estão flutuando perigosamente em inundações a cada ano. Oitenta por cento das doenças tratadas em hospitais são de origem hídrica, atingindo em sua maioria, crianças no mundo. A cada ano 2,5 milhões de crianças de 0 a 5 anos morrem por falta de água de boa qualidade ou água contaminada em todo o mundo!

O plástico continua poluindo matas e oceanos, e por extensão ou total insegurança, corpos de água, rios, cachoeiras, etc.

O plástico pode ser ingerido acidentalmente por animais silvestres ou marinhos, ocasionando sua morte.

O plástico, se descartado nas ruas, impede a cada ano a necessária drenagem das chuvas pelos bueiros, gerando as lastimáveis enchentes e inundações. O plástico descartado em aterros e lixões, impermeabiliza o solo, retém resíduos orgânicos, e colabora na produção do metano, um gás

tóxico três vezes mais poluidor do que o dióxido de carbono!

Por fim, já foi comprovado que em cidades litorâneas como Santos, em dias de ventos do quadrante noroeste (que sopram do continente para o mar), sacolas plásticas são transportadas por esses ventos até o mar, onde inicia-se o drama dos animais marinhos, como a tartaruga, por exemplo...

Voltando ao caso da Zona Noroeste da cidade de Santos, é claro que o fato de haver pequenos rios e mangues nas proximidades, aumenta a incidência de enchentes, especialmente quando a maré está alta, mas é preciso fazer a nossa parte, e bem feita, pelos cidadãos e órgãos públicos...

E no caso deste reporte, um singelo tipo de serviço de utilidade pública realizado pelo Terceiro Setor, representado aqui pela ONG Amigos da Água.

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